Resumo Diário

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O corte no rating da Líbia promovido pela Fitch nesta sessão voltou a trazer temor entre os investidores. Em Nova York, o contrato mais líquido de petróleo teve alta de 2,74%, para US$ 99,63, em seu maior patamar de fechamento desde setembro de 2008. Em Londres, o Brent subiu 3,23%. Os principais mercados internacionais fecharam em baixa nesta terça-feira e por aqui o movimento não foi diferente, com o Ibovespa encerrando o pregão em queda de 1,69%, aos 66.242 pontos, mínima do dia. O giro financeiro ficou em R$ 6,037 bilhões.

A Fitch rebaixou os ratings de longo prazo da Líbia em três níveis, ação que levou a nota do país a perder o status de grau de investimento e passar ao patamar de grau especulativo.

O presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, afirmou perante o Senado norte-americano, em Washington, que a subida dos preços do petróleo e outras matérias-primas tende a ter um efeito temporário sobre a inflação no país. Além disso, voltou a repetir que os responsáveis do banco central norte-americano monitoram “de perto” a economia e estão preparados para responder as necessidades para apoiar a recuperação do país, aliada à estabilidade dos preços.

Ações em foco
Na cena corporativa, ganharam destaque novamente as ações do setor imobiliário, que voltaram a encabeçar a ponta vendedora do índice. Os papéis continuam pressionadas pelo corte no orçamento do “Minha Casa, Minha Vida”. Cyrela e Rossi tiveram as duas maiores baixa do Ibovespa no pregão.

As ações do setor de consumo, por sua vez, estão entre os destaques positivos. Além de alguns indicadores de inflação apontarem para uma atenuação da pressão de alta dos preços, contribui também para o desempenho a consolidação da expectativa de alta de 50 pontos-base da Selic, e não de 75 pontos-base, como foi cogitado pelo mercado na última semana.

Agenda
A sessão foi marcada pela ansiedade do mercado frente ao início da reunião do Copom. Embora alguns analistas apontem a possibilidade de um aperto maior, o mercado projeta amplamente uma elevação de 0,50 ponto percentual da taxa básica de juro doméstica na próxima quarta-feira.

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Na cena interna, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,199 bilhão em fevereiro, com exportações de US$ 16,733 bilhões e importações da ordem de US$ 15,534 bilhões.

Também no front doméstico, o IPC-S registrou nova desaceleração da inflação na última semana de fevereiro ao marcar variação positiva de 0,49%, taxa 0,12 ponto percentual inferior àquela vista na semana anterior.

Indicadores norte-americanos
Dentro da agenda de indicadores, os gastos com construção civil nos Estados Unidos medidos pelo Construction Spending caíram 0,7% em janeiro. O mercado projetava uma queda de 0,6% para o mês, enquanto em dezembro o índice havia registrado baixa de 1,6%, conforme dados revisados.

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Por sua vez, o ISM Index ficou acima do esperado no mês de fevereiro, segundo o Institute for Supply Management. No último mês, o indicador, que mede o nível de atividade industrial nos Estados Unidos, atingiu 61,4 pontos, enquanto as expectativas do mercado indicavam 60,5 pontos. A medição de janeiro marcara 60,8 pontos.

Dólar
O dólar comercial terminou a terça-feira com leve valorização de 0,06%, cotado a R$ 1,664 na venda. O Banco Central voltou a realizar intervenções no mercado de câmbio, em dia marcado também pela divulgação da balança comercial e o início da reunião do Copom.

O BC realizou apenas uma intervenção de compra no mercado à vista e uma no mercado a termo. O leilão no mercado à vista teve início às 15h54 e fim às 15h59, com uma taxa de corte de R$ 1,664. Já o leilão no mercado a termo foi realizado entre às 10h54 e 10h59, ante taxa de corte fixada em R$ 1,672 e a data de liquidação prevista para 4 de abril.

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Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam com taxas em baixa. Contudo, o contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em julho de 2011, registrou uma taxa de 11,63%, 0,02 ponto percentual acima do fechamento de segunda-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,16% em relação ao fechamento anterior, a 134,03% do valor de face.

Já o indicador de risco-País teve variação positiva de um ponto-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 174 pontos.