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Devolvendo em partes a forte perda de 1,69% vista na última sessão, o Ibovespa fechou esta quarta-feira (2) em alta de 1,57%, aos 67.281 pontos, na máxima do dia. O giro financeiro do pregão foi de R$ 7,43 bilhões. O avanço do índice reflete a valorização de importantes blue chips, como Petrobras e Vale. Também estiveram em foco os novos dados de inflação e a espera pela decisão do Copom acerca da meta para a taxa básica de juros na economia.
Em Wall Street, os mercados avaliaram dados positivos do mercado de trabalho e do noticiário corporativo, fechando o dia em alta, mesmo após perderem força com a divulgação do Livro Bege do Federal Reserve. O documento apontou que a economia dos EUA segue melhorando em ritmo “modesto a moderado”, afirmando que algumas indústrias manufatureiras estão tendo sucesso ao elevar seus preços, uma das pré-condições para uma melhora no cenário inflacionário do país.
Destaques do pregão
Depois de dois pregões de fortes perdas, impactadas pela reação do mercado ao corte no orçamento do “Minha Casa, Minha Vida”, as ações do setor imobiliário se recuperaram nesta quarta-feira.
Também apareceu na ponta compradora a TAM, que tomou conhecimento da realização de reunião pela Anac, na qual foi discutida a transferência prévia das ações da TAM Linhas Aéreas, da Pantanal Linhas Aéreas e da TAM Milor na operação de união com a LAN Airlines. Embora ainda não tenha sido oficialmente notificada, a empresa disse que tomou conhecimento do resultado positivo do encontro, com anuência ao pedido pela agência.
Ainda entre as maiores altas, destaque ainda para a Cosan. Os investidores avaliam as informações divulgadas em teleconferência realizada pela Raízen, marca criada a partir da parceria entre a Cosan e a Shell. Segundo executivo da nova empresa, os ganhos de sinergia serão da ordem de R$ 3,4 bilhões. A forte alta do açúcar no mercado internacional também deu impulso a estas ações.
Copom
Nesta noite, o Comitê deve informar a política monetária adotada, e o consenso é de continuidade do ciclo de aperto monetário iniciado em janeiro. A expectativa é de que o Comitê irá decidir por um aumento de 0,50 ponto percentual do juro básico nesta reunião, o que deixaria a taxa Selic em 11,75% ao ano.
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Entretanto, a possibilidade de que a opção recaia sobre um aumento maior, de 0,75 ponto percentual, não é afastada e é até defendida por alguns analistas, que acreditam que a evolução do quadro inflacionário e a situação da demanda doméstica ainda inspiram muitos cuidados, fazendo-se necessário um ajuste mais agressivo.
Melhora na inflação
Na agenda de indicadores domésticos desta sessão, destaque para o resultado de fevereiro do IPC-Fipe, que apontou taxa de 0,60%, queda de 0,55 ponto percentual na passagem mensal. O resultado foi pressionado principalmente pela queda na inflação dos preços dos alimentos, educação e transportes.
Ademais, o IBGE divulgou mais cedo sua Pesquisa Industrial de Produção Física referente ao mês de janeiro, período no qual foi registrado um avanço de 0,2% da produção industrial na passagem mensal. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o crescimento da produção foi de 2,5%.
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A agenda nacional também foi marcada pela divulgação do fluxo cambial de fevereiro, até dia 25. De acordo com os dados publicados pelo BC, o saldo estava positivo em US$ 6,330 bilhões, graças ao superávit do fluxo financeiro, de US$ 7,216 bilhões, apagando o saldo negativo do fluxo comercial, em US$ 886 milhões.
Referências dos Estados Unidos
Na pauta norte-americana, além do Livro Bege, o mercado também recebeu com bons olhos o número de postos de trabalho no setor privado dos EUA, que avançou mais do que o esperado em fevereiro, de acordo com os dados do ADP Employment Report. Foram abertas 217 mil vagas no setor privado do país no último mês, resultado superior às expectativas do mercado, que previam criação de 165 mil vagas. O desempenho também ficou acima da medição anterior que apontou 187 mil vagas, segundo dados revisados.
Dólar
O dólar comercial registrou queda nesta quarta-feira, terminando o dia cotado a R$ 1,66 na venda, recuo de 0,24% em relação ao fechamento anterior. O Banco Central realizou três leilões para a compra de dólar na data, sendo um no mercado à vista e dois leilões no mercado a termo. A intervenção no mercado à vista foi realizada entre às 15h52 (horário de Brasília) e 15h57, com uma taxa de corte aceita em R$ 1,6603.
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Já a primeira operação no mercado a termo, com data de liquidação prevista para 4 de abril, ocorreu entre as 10h47 e 10h52, com uma taxa de corte correspondente a R$ 1,672. A segunda operação, que compartilhou a data de liquidação da primeira, teve início às 15h07 e término às 15h12, a taxa de corte foi fixada em R$ 1,677.
Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em abril de 2011, registrou uma taxa de 11,66%, 0,03 ponto percentual acima do fechamento de terça-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,39% em relação ao fechamento anterior, a 134,55% do valor de face.
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Já o indicador de risco-País teve variação negativa de oito pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 165 pontos.