Resumo Diário

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Na volta do Carnaval, o Ibovespa fechou em baixa de 1,10% nesta quarta-feira (9), atingindo os 67.263 pontos. Por conta do horário de negociação excepcionalmente mais curto, das 13h00 às 18h00, o giro financeiro do pregão foi fraco, de R$ 4,33 bilhões. Com as cotações do petróleo novamente em foco, o índice acompanhou o comportamento das principais bolsas internacionais, também sentindo pressão da baixa de importantes blue chips por aqui e rumores de novas medidas do governo para tentar conter a valorização do real.

Os investidores repercutiram ao longo do dia relatos de agências internacionais sobre ataques a regiões produtoras de petróleo na Líbia, após ser detectada fumaça na região de El Sider. Segundo as notícias, Muammar Gaddafi teria autorizado um pesado bombardeio com o objetivo de atingir tropas de rebeldes localizadas na região leste do país – que concentra os principais pólos produtores da commodity. Neste cenário, a cotação do barril do petróleo do tipo Brent, negociado em Londres, teve alta de 2,54%, enquanto o barril em Nova York caiu 0,61%.

Além dos eventos na Líbia, que continuam a trazer aversão ao risco para o mercado, os investidores ainda operaram em função da expectativa de que o governo estaria estudando novas medidas para tentar conter a apreciação do câmbio, entre elas uma nova taxação para entrada de capital estrangeiro.

Destaques do pregão
Na cena corporativa, o governo cobra da Vale uma dívida de quase R$ 4 bilhões por conta de irregularidades no cálculo dos royalties referentes à exploração de minério de ferro, segundo publicou o jornal Folha de São Paulo nesta quarta-feira. De acordo com a reportagem, um processo para cassar a concessão da Vale em Carajás chegou a ser aberto, mas já foi revogado. Tanto a Vale quanto o DNPM foram contatados pela InfoMoney, no entato não foi possível confirmar as informações.

Com o noticiário, as ações da Vale foram destaque de queda neste pregão, pressionando também os papéis da Bradespar, holding que detém grande participação na mineradora.

Mais uma ação começou a ser negociada na BM&F Bovespa neste pregão. Em seu primeiro dia de negócios, as ações da IMC registraram queda de 0,07%, aos R$ 13,49. É válido lembrar que estes papéis foram precificados no piso das estimativas dos coordenadores do IPO, aos R$ 13,50.

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Agenda
O relatório Focus do Banco Central demonstrou queda de 0,02 ponto percentual na expectativa para o IPCA em 2011, para 5,78% – o primeiro recuo desde o início de dezembro do ano passado. 

Lá fora, atenção aos dados vindos da economia dos EUA. O nível dos estoques no atacado norte-americano surpreendeu ao avançar mais do que o esperado no mês de janeiro. Segundo o Departamento de Comércio, o indicador Wholesale Inventories mostrou alta de 1,1% no período, frente a elevação esperada pelo mercado de 1,0%. O resultado ficou abaixo do exibido em dezembro, quando o indicador subiu 1,3%, conforme os dados revisados.

Demanda por títulos portugueses recua
O noticiário europeu também pressionou os índices globais no pregão. O governo português observou menor demanda em sua nova emissão de títulos, a qual captou € 1 bilhão junto ao mercado. A procura do mercado pelos títulos portugueses superou em 1,6 vez a oferta do governo, quantidade inferior ao último leilão comparável, quando a procura foi de 1,9 vez.

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Com isso, a taxa de juros aceita por Portugal foi de 5,993% ao ano, com vencimento em setembro de 2013, o que fez o secretário do Tesouro, Carlos Costa Pina, reconhecer que as “taxas de juros não são sustentáveis a prazo, mas ainda são comportáveis no presente, o que reforça a importância de medidas”, comentou.

Dólar
O dólar comercial terminou a quarta-feira em alta de 0,73%, cotado a R$ 1,657 na venda, influenciado pelas projeções do relatório Focus e pelo rumores de que o governo anunciará novas medidas para conter a desvalorização da moeda. Além disso, o BC voltou a comprar dólares no mercado à vista, via operação com taxa de corte em R$ 1,6557.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 12,55%, 0,01 ponto percentual abaixo do fechamento de sexta-feira.

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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,05% em relação ao fechamento anterior, a 134,82% do valor de face.

Já o indicador de risco-País teve variação negativa de quatro pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 161 pontos.