Resumo Diário

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Destoando do clima negativo visto nos principais mercados internacionais, o Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira em alta de 0,73%, aos 67.169 pontos. O movimento do índice foi impulsionado pelo forte avanço auferido pelas siderúrgicas, enquanto lá fora as bolsas seguem avaliando os estragos econômicos oriundos do terremoto no Japão, que fizeram o BoJ elevar seu programa de compra de ativos. O giro financeiro do dia foi de R$ 5,04 bilhões.

Além disso, os investidores voltaram a ficar atentos aos rumores de que o ministério da Fazenda pode elevar a taxação do IOF sobre capital externo em renda fixa e variável. Entre outras medidas especuladas, o governo poderia também intervir para tentar segurar a apreciação do real frente ao dólar com a imposição de quarentena ao dinheiro estrangeiro ingressante no Brasil, por exemplo.

Destaques do Pregão
No noticiário corporativo, as ações de grandes siderúrgicas mantiveram-se em foco no pregão, com Usiminas, Gerdau, Metalúrgica Gerdau e CSN fechando o dia com fortes ganhos. O mercado avaliou os benefícios que os desastres no Japão podem apresentar para estas empresas e também volta dos rumores sobre uma possível entrada da Gerdau no grupo de controle da Usiminas.

Por outro lado, a ponta vendedora do índice foi liderada pelas ações da Cyrela. A empresa anunciou após o fechamento do pregão de sexta-feira a revisão negativa da projeção de lançamentos e vendas contratadas para este e o próximo ano.

Compra de ativos pelo BoJ
Em repercussão ao terremoto que abalou o território japonês, o BoJ anunciou nesta manhã o aumento do programa de compra de ativos, que passou de ¥ 5 trilhões para ¥ 10 trilhões, e também ampliou o prazo para as atividades, do final de 2011 para junho de 2012. Além disso, foram injetados mais ¥ 15 trilhões no mercado financeiro, de modo a garantir a liquidez de curto prazo.

Agenda
Dentre os eventos previstos para esta sessão, ganhou destaque o Relatório Focus do Banco Central, que trouxe a terceira redução consecutiva na expectativa de crescimento da economia brasileira neste ano. 

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Também por aqui, o mercado repercutiu ainda a balança comercial brasileira, que registrou superávit de US$ 841 milhões nas duas primeiras semanas de março, com exportações de US$ 6,477 bilhões e importações da ordem de US$ 5,636 bilhões.

Por fim, o ICV da cidade de São Paulo desacelerou para 0,41% em fevereiro, ante a taxa de 1,28% registrada em janeiro. No acumulado dos últimos 12 meses – entre março de 2010 a fevereiro de 2011, o índice avançou 6,26%.

Dólar
Após três sessões consecutivas em alta, o dólar comercial encerrou a segunda-feira em queda de 0,24%, cotado a R$ 1,662 na venda. Com esta queda, o dólar acumula queda de 0,06% em março. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 0,25%.

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Por aqui, o BC voltou a realizar novas intervenções no mercado à vista, realizando duas operações. A primeira, com início às 11h44 e término às 11h49, contou com taxa de corte aceita em R$ 1,6639, enquanto no segundo leilão a taxa exercida foi de R$ 1,6641, em operação entre 15h53 e 15h58.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam fecharam perto da estabilidade no curto prazo e com queda na parte longa da curva de juros futuros. O contrato mais negociado, com vencimento em janeiro de 2012, terminou o dia apontando queda de 0,02 p.p. na taxa, a 12,32%.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,01% em relação ao fechamento anterior, a 134,76% do valor de face.

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Já o indicador de risco-País teve variação positiva de três pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 170 pontos.