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Com notícias positivas vindo dos dois principais focos de preocupação dos mercados nos últimos dias – crise no Japão e conflitos na Líbia -, os principais mercados tiveram nesta sexta-feira um novo dia de recuperação das perdas recentes. Na onda deste movimento, o Ibovespa fechou em alta de 1%, aos 66.879 pontos. O giro foi de R$ 8,45 bilhões. Com a alta expressiva no dia, o índice de ações corrigiu as perdas até então acumuladas na semana, fechando com avanço de 0,29%.
O mercado amanheceu com o anúncio de que o G-7 irá intervir com medidas cambiais para prevenir a forte alta do iene após os desastres naturais. Outra notícia que aliviou os investidores foi o anúncio imediato de cessar fogo da Líbia contra os rebeldes, após resolução pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. Apesar disso, relatos continuaram a chegar da Líbia com informações de que a artilharia continuaria contra cidades sob controle dos manifestantes.
Destaques do pregão
TAM e B2W ocuparam isoladas a ponta negativa do Ibovespa. Além dos dados da ANAC divulgados na véspera terem mostrado que a companhia aérea perdeu a liderança no mercado doméstico para sua concorrente GOL, os investidores ainda digeriram a notícia de que a corte chilena antitruste rejeitou a apelação apresentada pela empresa brasileira e a LAN contra a Associação de Consumidores do Chile, que havia pedido mais tempo para avaliar o processo de fusão entre as duas companhias aéreas.
Já a B2W repercutiu negativamente os resultados do quarto trimestre e acumulado de 2010 divulgados na véspera.
Ajudando a incrementar o volume financeiro do pregão, a OPA (Oferta Pública de Aquisição) de ações ordinárias da Vivo foi encerrada ao preço de R$ 118,97 por cada papel. Segundo comunicado enviado pela BM&F Bovespa, o leilão movimentou cerca de R$ 1,265 bilhão.
Japão
Embora os esforços para o resfriamento dos reatores da usina nuclear de Fukushima estejam, aos poucos, gerando resultados, a situação por lá ainda está longe de ser tranquila. Isto porque, nesta sexta-feira, o governo japonês elevou o alerta de ameaça de acidente nuclear e a mudança na direção dos ventos pode começar a levar a radiação para regiões próximas de Tóquio até o próximo domingo.
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O primeiro ministro japonês Naoto Kan declarou nesta sexta-feira que a crise nuclear no país ainda é “muito grave”. De acordo com o centro de metereologia da Áustria, pode ocorrer uma mudança climática que leve as emissões radioativas para a capital, que se localiza a 220 quilômetros ao sul da planta nuclear de Fukushima.
EUA e China
O carregado noticiário internacional deixou em segundo plano a nova elevação da exigência de reservas dos bancos na China. A medida visa combater as pressões inflacionárias e limitar a oferta de crédito pelos bancos na segunda maior economia do mundo. Segundo o comunicado divulgado pelo PBoC, a partir da próxima sexta-feira, o compulsório será elevado em 0,50 ponto percentual.
Nos EUA, o mercado recebeu bem o anúncio de que o Federal Reserve concluiu os testes de estresse realizado no ápice da crise financeira, abrindo o sinal verde para que as 19 instituições financeiras que passaram pela análise elevassem seus dividendos e retomassem projetos de recompra de ações. Em resposta imediata, JPMorgan, Wells Fargo, BB&T e US Barcorp já anunciaram aumento na remuneração aos seus acionistas.
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IGP-M
Por aqui a agenda contou apenas com mais um indicador de preços. A única divulgação foi a do IGP-M referente ao segundo decêndio de março. O indicador apontou inflação de 0,59%, taxa 0,29 ponto percentual menor do que a apurada no mesmo período do mês anterior.
Dólar
O dólar comercial fechou em acentuada queda de 0,95%, sendo cotado na venda a R$ 1,670, registrando na semana variação positiva de 0,24%. O mercado foi movido pelos acontecimentos internacionais, que fizeram com que os investidores abandonassem posições mais defensivas, a exemplo das moedas de referência (como dólar, euro, iene e libra) e migrassem para ativos de maior risco.
O Banco Central continuou com as suas intervenções diárias, promovendo nesta sexta-feira apenas um leilão para a compra da divisa norte-americana no mercado à vista. A operação realizada entre às 15h36 e às 15h41 contou com uma nota de corte de R$ 1,6715.
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Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam sem tendência definida. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 12,80%, estável em relação ao fechamento de quinta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,01% em relação ao fechamento anterior, a 134,85% do valor de face.
Já o indicador de risco-País teve forte variação positiva de dois pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 182 pontos.