Resumo Diário

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Novamente indo na contramão dos mercados internacionais, o Ibovespa encerrou a sessão desta terça-feira em alta de 1,33%, aos 67.578 pontos, enquanto as principais bolsas da Europa e de Wall Street registraram queda, devolvendo parte dos ganhos acumulados nos últimos três pregões. O giro financeiro do pregão ficou em R$ 6,79 bilhões.

Os conflitos da Líbia e o noticiário japonês voltaram ao centro das atenções nesta terça-feira. Forças leais a Muammar Gaddafi atacaram duas cidades na terceira noite de ataques aéreos em Trípoli. A campanha ocidental começa a enfrentar questionamentos sobre o futuro de sua estrutura de comando, já que as nações ocidentais ainda não decidiram quem controlará as operações depois que Washington se retirar.

No Japão, contribuiu para aliviar a tensão o anúncio feito pela Tokyo Electric Power de que foi religada a energia elétrica nos reatores da usina nuclear de Fukushima Daiichi. No entanto, a restauração dos sistemas de resfriamento foi atrasada novamente, por causa do vapor observado emanando de uma das piscinas de combustíveis já utilizados. Além disso, fontes diplomáticas afirmaram que partículas radioativas, supostamente provenientes de Fukushima, foram detectadas na Islândia.

Destaques do pregão
A falta de detalhes no anúncio de que a Gerdau planeja fazer uma oferta de ações acende rumores de que os recursos da operação podem ajudar a empresa a comprar uma fatia da Usiminas. Com isso, as ações ordinárias da Usiminas voltam a liderar as altas do Ibovespa na sessão.

A OGX Petróleo foi outra empresa a figurar entre as maiores altas do dia. A companhia informou na véspera a assinatura de cinco contratos de concessão para os blocos exploratórios adquiridos no Open Round Colômbia 2010, juntamente com a ANH. E nesta manhã, a OGX informou o mercado que foi identificada presença de hidrocarbonetos na seção albiana do poço 3-OGX-36D-RJS, localizado na Bacia de Campos.

A Embraer devolveu parte da valorização acumulada nos três últimos pregões e liderou a ponta vendedora do Ibovespa. 

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O índice também sofreu pressão da baixa dos papéis PNA e ON da Vale, que ensaiaram uma retomada no final do pregão, mas fecharam em quedas de 0,43% e 0,57%, respectivamente. Os investidores avaliaram sobretudo os rumores de negociação para saída de Roger Agnelli da presidência da mineradora.

Tombini
O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou nesta terça-feira que “a partir do segundo trimestre, a inflação mensal tende a se deslocar para níveis compatíveis com o centro da meta de inflação”, dando sinais de que o ciclo de elevação da taxa Selic pode estar próximo do fim, conforme preveem alguns analistas.

Sem dar muita ênfase a medidas macroprudenciais, o economista reconheceu que frente ao cenário atual cabem ações convencionais para conter a pressão inflacionária, que para ele é oriunda tanto do mercado doméstico quanto do ambiente externo. As afirmações fazem parte de discurso realizado em sessão da comissão de assuntos econômicos do Senado.

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No front interno, Tombini destacou a importância do setor varejista e de sua conexão com o mercado de trabalho, uma vez que em diversas atividades a escassez de mão-de-obra tem provocado a expansão em excesso da massa salarial, adicionando “pressão na dinâmica dos preços”.

Dólar
O dólar comercial fechou em leve queda, de 0,24%, na terça-feira, terminando cotado a R$ 1,663 na venda. Por aqui, os investidores viram um pregão sem indicadores relevantes, com foco no discurso de Tombini. O investidor também viu o governo intervir novamente para impedir a valorização excessiva do real ante ao dólar e um cenário externo colaborando para a diminuição da aversão ao risco.

A autoridade monetária brasileira realizou uma única operação para a compra de dólares no mercado à vista entre às 15h59 (horário de Brasília) e às 16h04, com taxa de corte aceita em R$ 1,6629.

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Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 12,34%, 0,01 ponto percentual abaixo do fechamento de segunda-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,01% em relação ao fechamento anterior, a 134,83% do valor de face.

Já o indicador de risco-País teve variação positiva de dois pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 174 pontos.