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Contrariando o clima otimista visto nas bolsas de Wall Street e da Europa, estimuladas pelo noticiário corporativo, o Ibovespa fechou esta quinta-feira (24) em queda de 0,39%, aos 67.532 pontos. Com queda de importantes blue chips, o índice mostrou um ajuste aos recentes ganhos, visto que até o pregão da véspera a alta acumulada era de 2,72% nos últimos sete dias. O giro financeiro desta quinta-feira foi de R$ 5,08 bilhões.
Na cena interna, os investidores repercutiram as novas medidas do BC em relação ao câmbio, anunciadas na noite de quarta-feira (23), que já vinham sendo especuladas nas últimas semanas. Embora se esperava um aumento do IOF ou uma quarentena na divisa norte-americana, também se falava em um novo ajuste nas regras de recolhimento dos compulsórios sobre posições vendidas de câmbio, opção adotada pelo BaCen e que passa a valer a partir de 4 de abril.
O noticiário externo contribuiu para o clima de aversão ao risco por aqui. A intensificação da crise fiscal fez com que a Fitch Ratings rebaixasse os ratings de longo prazo em moeda local e estrangeira de Portugal, sendo que as notas também foram colocadas em revisão negativa. O rating de curto prazo também foi cortado. O rebaixamento ocorreu em função do fracasso do Parlamento em aprovar um plano de ajuste para estabilizar a economia do país e da renúncia do primeiro-ministro português, José Sócrates, fazendo com que os riscos fiscais aumentassem.
Na Líbia, os confrontos entre as tropas do ditador Muammar Gaddaffi e a coalizão internacional seguem avançando, com aviões atingindo mais tanques líbios. Apesar dos bombardeios, ainda não foi possível impedir que as forças de Gaddaffi atacassem as cidades rebeldes. Já no Japão, continua sendo detectada radiação em alimentos provenientes da área próxima à usina nuclear atingida pelos terremotos e tsunami no dia 11 de março.
Destaques do pregão
Ignorando o viés negativo do mercado, as ações da MMX lideraram a ponta compradora do Ibovespa neste pregão, com os investidores repercutindo os resultados divulgados na véspera.
A TIM, que na véspera liderou os ganhos do índice, volta a aparecer entre as ações de melhor desempenho no pregão.
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Por outro lado, os papéis da MRV Engenharia mostraram a maior desvalorização dentre as ações que compõem o índice, também repercutindo resultados.
Outra ação que registrou forte queda depois da divulgação dos resultados foi a do JBS.
Desemprego estável
No front doméstico, a taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País permaneceu praticamente estável em fevereiro frente ao mês anterior, segundo o IBGE.
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O nível de desocupação apresentou ligeira alta de 0,3 ponto percentual frente a janeiro e recuou 1 ponto percentual frente a fevereiro de 2010, quando estava em 7,4%. Com isso, a taxa de desemprego ficou em 6,4% no mês.
Referências dos EUA
Lá fora, o número de pedidos de auxílio-desemprego reportados nos EUA na última semana foi ligeiramente melhor do que as expectativas do mercado. O Initial Claims registrou um total de 382 mil novos pedidos na semana até 19 de março, frente às projeções de analistas que giravam em torno de 384 mil solicitações. Além disso, o indicador mostrou recuo frente ao número registrado na semana anterior, quando ocorreram 387 mil demandas, conforme os dados revisados.
Por outro lado, o número de pedidos e entregas de bens duráveis feitos à indústria norte-americana veio aquém do esperado pelo mercado durante o mês de fevereiro. O indicador Durable Good Orders exibiu queda de 0,9% no referido mês, frente à projeção de alta de 1,1%, enquanto os dados de janeiro foram revisados para uma alta de 3,6%.
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Dólar
O dólar comercial registrou sua quinta queda consecutiva nesta quinta-feira ao registrar desvalorização de 0,18%, terminando o dia cotado a R$ 1,658. Os investidores acompanharam de perto os impactos das novas medidas do Banco Central em relação ao mercado de câmbio, que se juntam às suas práticas intervencionistas na luta contra a apreciação excessiva da moeda nacional.
A autoridade monetária voltou a comprar dólares no mercado à vista, realizando uma operação para tal finalidade entre às 15h40 e às 15h45. A taxa de corte foi aceita em R$ 1,658.
Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em julho de 2011, registrou uma taxa de 11,96%, 0,02 ponto percentual abaixo do fechamento de quarta-feira.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,67% em relação ao fechamento anterior, a 134% do valor de face.
Já o indicador de risco-País teve variação negativa de dois pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 170 pontos.