O mercado acionário internacional mostrou tendências divididas nesta terça-feira (29). Enquanto Wall Street fechou com altas modestas, na Europa, os principais índices acionários apresentaram instabilidade. O Ibovespa por sua vez, após atravessar uma manhã instável, fechou o pregão em alta de 0,34%, aos 67.418 pontos, puxado pelo avanço da Vale. O giro financeiro do dia ficou em R$ 5,14 bilhões.
No plano interno, destaque para novo decreto que estende a cobrança do IOF sobre as operações de câmbio de empréstimo externo. A partir do novo texto, as operações de empréstimo externo que possuam prazo de até 360 dias serão taxadas em 6,00%. Antes, apenas as operações com prazo inferior a 90 dias eram taxadas, com alíquota de 5,38%.
Destaques do pregão
As ações da Cemig tiveram forte avanço nesta sessão, após a empresa ter divulgado seu resultado consolidado de 2010.
Já os papéis da Usiminas voltaram a fechar em alta nesta sessão, após a administração da CSN ter afirmado que a participação total no capital com direito a voto da siderúrgica pode alcançar até 10%. Atualmente, a fatia é equivalente a 8,62% das ações ON, com compras adicionais desde o final de janeiro.
As ações da Tele Note Leste e da Telemar Norte Leste também voltaram a figurar entre as maiores altas do Ibovespa nesta terça-feira.
A Vale subiu forte e puxou o desempenho do Ibovespa. O mercado repercutiu uma declaração do diretor de RI da mineradora, que descartou impactos significativos do terremoto ocorrido no Japão sobre a demanda por minério de ferro e afirmou que o preço do minério de ferro no mercado à vista chinês já voltou a subir.
Nota de Política Monetária
A Nota de Política Monetária divulgada pelo Banco Central mostrou que o volume total de crédito do sistema financeiro nacional alcançou R$ 1,738 trilhão em fevereiro deste ano, o que representa um crescimento de 1,3% em relação ao apurado em janeiro. A participação do volume de crédito sobre o PIB passou de 44,1% em fevereiro de 2010 para 46,5% no mesmo período de 2011. Em janeiro a parcela havia sido de 46,3%.
Referências dos EUA
A confiança do consumidor norte-americano ficou abaixo do esperado no mês de março.
Além disso, a Standard & Poor’s divulgou nesta terça-feira que os preços dos imóveis norte-americanos caíram 3,1% em janeiro, na base de comparação anual. A queda no indicador foi menor que as expectativas de mercado, que projetavam recuo de 3,3% para o período, mas maior que da última medição, que apontou uma queda de 2,38%, conforme os dados revisados.
Dólar
O dólar comercial fechou em queda de 0,48%, terminando a terça-feira cotado a R$ 1,654 na venda, mesmo com o aumento do IOF nas operações de empréstimos externos com prazo inferior a 360 dias e mais intervenções do Banco Central para impedir a apreciação excessiva da moeda brasileira.
A autoridade monetária brasileira continua comprando dólares no mercado à vista, de modo a tentar impedir a perda de valor excessiva da divisa norte-americana frente ao real. A primeira operação do dia com tal objetivo teve início às 12h22 (horário de Brasília) e término às 12h27, com uma taxa de corte aceita em R$ 1,6572, marginalmente superior aos R$ 1,6533 aceitos na segunda operação do dia, que se iniciou às 15h41 e terminou às 15h46.
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 12,82%, 0,08 ponto percentual acima do fechamento de segunda-feira.
Já o indicador de risco-País teve variação negativa de cinco pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 165 pontos.