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Em seu terceiro dia consecutivo de ganhos, o Ibovespa encerrou a sessão desta quinta-feira (31) em alta de 0,87%, contrariando o clima majoritariamente negativo que prevaleceu nas principais bolsas externas. O índice fechou aos 68.586 pontos, maior patamar desde 26 de janeiro deste ano, quando registrara 68.709 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 6,71 bilhões. Com este avanço, o índice caminha para sua terceira semana seguida no azul, com alta acumulada de 1,21% desde segunda-feira. Em março, o índice subiu 1,79%.
Por aqui, segundo a Nota de Política Fiscal do Banco Central, o setor público brasileiro apresentou um superávit primário recorde de R$ 7,913 bilhões durante o mês de fevereiro. O documento, em conjunto com o Relatório de Inflação apresentado na véspera, colaboram para uma maior perspectiva do mercado de que o Copom deverá adotar uma postura mais branda na conduta do aperto monetário em sua próxima reunião.
Quem também ganhou destaque nesta quinta-feira foi o noticiário europeu, que derrubou as bolsas do continente neste pregão. O governo português revisou para cima o déficit orçamentário de 2010, de 7% do PIB estimado anteriormente para 8,9%. A Irlanda também seguiu em pauta, sendo que o BC do país revelou que quatro dos maiores bancos irlandeses precisarão levantar € 24 bilhões em novo capital, após testar a solidez das instituições em diferentes cenários de estresse financeiro – o mercado estimava que seria preciso uma injeção menor, de € 20 bilhões nos bancos irlandeses.
Destaques do Pregão
No noticiário corporativo, os bancos voltaram a registrar ganhos nesta quinta-feira. Após ter subido 3,43% na véspera – terceira melhor performance do Ibovespa no dia -, as ações da Itaúsa voltaram a registrar ganhos nesta sessão, com alta de 3,39% – quarto maior avanço dentre os ativos que compõem o índice no pregão. O Itaú Unibanco foi outro que ampliou os ganhos da véspera (+2,84%), subindo 3,43% nesta quinta-feira, terceira melhor performance do índice.
Entre as maiores baixas do Ibovespa neste pregão, as ações PNB da Cesp tiveram queda de 1,52%, corrigindo os fortes ganhos da véspera, quando subiram 4,22% e lideraram a ponta compradora do índice na sessão. A empresa também divulgou seus resultados na última quarta-feira. A administração da companhia propôs a distribuição de R$ 239,4 milhões em dividendos, sendo que R$ 75,0 milhões já foram pagos na forma de juros sobre capital próprio.
Ainda no setor elétrico – cujo avanço impulsionou o Ibovespa na véspera -, as ações da Light fecharam este dia em baixa de 1,40%, devolvendo a forte alta de quarta-feira.
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Mas, quem dominou a ponta vendedora do Ibovespa nesta quinta-feira foi a ação ON da Usiminas. Apesar desta baixa, que reflete os ajustes do mercado frente à expectativa de mudança no bloco de controle da empresa, o papel soma aumento de 8,31% em março e de 31,75% em 2011.
Outras referências da sessão
Nesta sessão os investidores também avaliam as revisões de projeções realizadas pela Fitch. A agência de classificação de risco reduziu de 3,8% para 3,2% sua expectativa de crescimento da economia global para 2011, devido sobretudo aos maiores preços do petróleo. A agência também revisou para baixo as previsões para o crescimento do Brasil, China e Índia, mas afirmou que espera que a política de controle da inflação desses países continue.
No front externo, os níveis de radiação no Japão ainda preocupam. Passando para a Líbia, as agências de notícias internacionais informaram que um porta-voz do governo do país disse que líder líbio Muammar Gaddaffi ficará no poder”até o fim”. Após a recente deserção do ex-ministro das Relações Exteriores da Líbia, o porta-voz afirmou que os ataques só serviram para unir elite de sua liderança contra “um inimigo claro”.
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Já na agenda dos EUA, importante destacar a divulgação do Factory Orders, que caiu 0,1% durante o mês de fevereiro, resultado abaixo do esperado pelo mercado. Em linha, o número de pedidos de auxílio-desemprego reportados nos EUA na última semana foi ligeiramente pior do que as expectativas. Por outro lado, a atividade industrial na região de Chicago ficou acima do esperado em março.
Agenda interna
Nesta sessão, o CMN decidiu manter a TJLP em 6% ano para o segundo trimestre de 2011.
Além disso, foram divulgados mais cedo dados sobre a confiança na indústria. Segundo a FGV, o ICI caiu 0,1% na passagem de fevereiro para março. Apesar dessa quase estabilidade em março, foi a terceira queda consecutiva da confiança da indústria brasileira.
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Dólar
Depois de abrir a sessão em baixa, renovando a mínima de agosto de 2008, o dólar comercial encerrou a quinta-feira em alta de 0,12%, cotado a R$ 1,631 na venda, na véspera da formação da taxa Ptax, referência para o vencimento dos contratos futuros da moeda negociados na BM&F. Com isso, a moeda terminou o mês de março com desvalorização de 1,92%, a maior variação percentual negativa vista neste ano. Em 2011, a divisa registra queda de 2,11%. Este é o terceiro trimestre seguido de queda da divisa.
Assim como na última sessão, o dólar seguiu entre o ajuste de posições dos investidores em função do vencimento dos contratos futuros e as intervenções do Banco Central, que, como na quarta-feira (30), realizou quatro leilões de compra.
Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em queda. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 12,11%, 0,02 ponto percentual abaixo do fechamento de quarta-feira.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,01% em relação ao fechamento anterior, a 134,30% do valor de face.
Já o indicador de risco-País não teve variação em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 169 pontos.