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Depois de apresentar instabilidade no início do dia, o Ibovespa ampliou as perdas ao longo da tarde e encerrou a sessão desta quarta-feira (2) em baixa de 1,71%, aos 66.688 pontos, invertendo a tendência positiva observada no pregão anterior, quando o índice fechou em alta de 1,91%. O giro financeiro ficou em R$ 7,52 bilhões.
Apesar de os números do mercado de trabalho norte-americano terem avançado mais do que o esperado pelo mercado, segundo ADP Employment Report, as bolsas em Wall Street atravessaram um dia instável, com resultados corporativos como os de Whirlpool e AOL fazendo um contraponto à boa impressão trazida pelo número de vagas de trabalho criadas no setor privado dos EUA.
A crise no Egito, por sua vez, começa a dar sinais de alívio após o presidente do país, Hosni Mubarak, ter anunciado na noite passada que não vai concorrer à reeleição em setembro. Ainda assim, confrontos entre defensores e opositores do regime podem reverter a melhora de clima.
Por aqui, os investidores repercutiram dados da indústria nacional e da inflação interna, que segue em foco ao mostrar aumento do ritmo de elevação dos preços no mercado brasileiro, ampliando as percepções de que o Copom realizará uma alta maior do que a praticada em janeiro na taxa Selic em sua próxima reunião, que acontecerá nos dias 1 e 2 de março.
Destaques do pregão
As imobiliárias despencaram no Ibovespa nesta quarta-feira, assim como a maioria das mineradoras e siderúrgicas. Usiminas e MMX fecharam com quedas entre 2,5% e 4%, enquanto Vale e CSN encerraram o dia com perdas entre 1,4% e 1,8%. Quase 20 das 69 ações da carteira teórica do índice recuaram mais de 3% na sessão.
Também na ponta negativa do índice estão as ações da Redecard e da Cielo, pressionadas pela expectativa do balanço da Redecard. Com a perspectiva de resultados menores e custos em alta, o JP Morgan reduziu o preço-alvo para as ações R$ 25 para R$ 20 e de R$ 17 para R$ 13, respectivamente, ao final de 2011. Recentemente, o Banco do Brasil também reduziu o target para os dois papéis.
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No campo positivo, destaque para os papéis da Petrobras. A negociação entre a estatal e a italiana Eni sobre a participação na portuguesa Galp está perto de um colapso, informou o diário O Globo nesta quarta-feira, citando fontes próximas ao assunto. Segundo a reportagem, as divergências recaem sobre os valores, sendo que a Eni – que também negocia com outras companhias – acusa a Petrobras de oferecer um montante muito baixo.
A quarta-feira também foi marcada pela estreia das ações da Arezzo na Bovespa. Após serem precificados no teto das estimativas dos coordenadores da oferta, os papéis mostraram forte alta de 11,84% no primeiro dia de negócios na bolsa brasileira, ficando também com o quarto maior volume de negociações da bolsa na sessão.
Agenda
Nesta manhã foi divulgado que a produção industrial brasileira recuou 0,7% na passagem de novembro para dezembro e encerrou 2010 com crescimento de 10,5%, segundo a Pesquisa Industrial de Produção Física, divulgada pelo IBGE.
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Na comparação com o ano anterior, o resultado de dezembro representa um avanço de 2,7%, enquanto no acumulado de 2009 havia sido registrado recuo de 7,4% da produção industrial. Segundo o IBGE, o crescimento registrado pela indústria no ano passado não só reverte o resultado de 2009, como também representa o maior avanço do setor desde 1986.
Ainda no plano interno, foi divulgado mais cedo o IPC-Fipe que, ao marcar aumento do ritmo de elevação dos preços, mostrou inflação de 1,15% em janeiro, taxa 0,61 ponto percentual acima da variação apresentada no mês anterior.
Referências Internacionais
Segundo o ADP Employment Report, foram abertas 187 mil vagas no setor privado dos Estados Unidos no último mês. O resultado foi superior às expectativas do mercado, que previa criação de 145 mil vagas. Contudo, o desempenho ficou abaixo da medição anterior que apontou 247 mil vagas, segundo dados revisados.
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Passando para o continente europeu, a Standard & Poor’s rebaixou os ratings de longo e curto prazo da Irlanda, passando de “A” para “A-“ e de “A-1” para “A-2”, respectivamente. A agência manteve a perspectiva negativa da nota. O corte segue a revisão da S&P sobre a avaliação de risco do setor bancário irlandês, pressionado pelas incertezas sobre as necessidades adicionais de capitalização do segmento, o qual é amplamente estatizado.
Dólar
O dólar comercial sentiu a piora do clima no ambiente de negócios doméstico e terminou a quarta-feira cotado na venda a R$ 1,667, o que representa uma alta de 0,24%.
O BC manteve suas intervenções diárias, realizando dois leilões de compra à vista. A primeira operação, de acordo com o Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais), ocorreu entre às 12h29 (horário de Brasília) e às 12h34, e teve taxa de corte aceita em R$ 1,6651. A segunda operação teve início às 15h32 e terminou às 15h37, com taxa de corte em R$ 1,6672.
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O Banco Central também informou de que o Brasil terminou janeiro com reservas cambiais beirando os US$ 300 bilhões, atingindo o patamar de US$ 296,290 bilhões. Até o dia 28 de janeiro, o BC havia realizado a compra de US$ 7,286 bilhões no mercado de câmbio à vista. A autoridade monetária também divulgou que o fluxo cambial acumulado até o dia 28 de janeiro ficou positivo em US$ 12,371 bilhões.
Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em baixa. O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em julho de 2011, registrou uma taxa de 11,90%, 0,01 ponto percentual abaixo do fechamento de terça-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,24% em relação ao fechamento anterior, a 134,73% do valor de face. Já o indicador de risco-País teve queda de cinco pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 162 pontos.