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Com o mercado menos receoso acerca da tributação de IOF sobre o investimento estrangeiro na bolsa, após declaração do ministro da Fazenda, Guido Mantega, o Ibovespa estendeu o movimento de recuperação visto no pregão passado, fechando em alta de 0,63%, aos 65.771 pontos. O giro financeiro do pregão ficou em R$ 7,41 bilhões.
O índice também seguiu o humor favorável dos investidores nas bolsas externas, apesar da já antecipada alta do juro na China, e o resultado levemente acima do esperado do IPCA em janeiro. Além disso, a Standard & Poor’s cortou os rating soberanos em moeda local da Jordânia.
Destaques do Pregão
Liderando a ponta positiva do Ibovespa nesta sessão, os papéis da OGX Petróleo se recuperaram das fortes baixas auferidas nos últimos dois dias. No ano, a ação acumula perdas de 15%.
Também entre as maiores altas do dia, as varejistas e as companhias imobiliárias, dois segmentos que foram bastante pressionados recentemente por causa da expectativa de aumento dos preços e aperto monetário. Destaque para os papéis da Lojas Americanas, que subiram 3,92%.
A Cielo, que divulga seus resultados do 4T10 após o fechamento da bolsa na quarta-feira, liderou as perdas do índice. Sua principal concorrente, a Redecard, também aparece entre os destaques negativos neste pregão.
Fora do índice, a Positivo viu seus papéis avançarem forte nesta sessão, mesmo após a companhia ter negado os rumores de mercado acerca de uma possível negociação pela venda de seu controle.
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Agenda
No front doméstico, o dia foi marcado pela divulgação de relevantes indicadores de preços. O IBGE divulgou a inflação apurada pelo IPCA em janeiro, que foi de 0,83%. O resultado superou tanto a medição de dezembro (+0,63%) quanto a mediana das projeções contidas no último relatório Focus (+0,78%).
Além do IPCA, o IBGE também publicou o resultado de janeiro do INPC, que registrou inflação de 0,94% no período, taxa 0,34 ponto percentual maior do que a apurada no mês anterior.
Além disso, com aceleração do ritmo da inflação, o IGP-DI apontou alta de 0,98% em janeiro. O avanço superou as expectativas do mercado, que, segundo o mais recente relatório Focus, esperava variação positiva de 0,85%.
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Ainda no campo inflacionário, o IPC-S registrou desaceleração da inflação na primeira semana de fevereiro ao marcar variação positiva de 1,16%.
Também por aqui, o INCC, calculado pelo IBGE em parceria com a CEF, apresentou variação de 0,27% em janeiro, alta de apenas 0,1 ponto percentual sobre o resultado de dezembro.
China
O Banco Popular da China decidiu elevar o juro básico chinês em 0,25 ponto percentual, como medida para tentar combater o avanço da inflação. Contudo, a maior parte dos investidores já havia antecipado tal medida, e com isso seu anúncio teve efeito reduzido.
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Dólar
Após quatro sessões consecutivas em alta, o dólar comercial fechou esta terça-feira com forte desvalorização de 0,77%, sendo cotado na venda a R$ 1,667. A trajetória negativa ganhou forças durante a tarde apesar da dupla intervenção do Banco Central no câmbio.
O BaCen executou nesta sessão dois leilões de compra de dólares no mercado à vista. A primeira operação ocorreu por volta das 12h40 (horário de Brasília), com taxa de corte aceita em R$ 1,6751. A segunda operação teve início às 15h50 e terminou às 15h55, com taxa de corte em R$ 1,6662.
Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em baixa. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 12,68%, 0,17 ponto percentual abaixo do fechamento de segunda-feira.
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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,11% em relação ao fechamento anterior, a 134,55% do valor de face.
Já o indicador de risco-País teve queda de um ponto-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 161 pontos.