Resumo Diário

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Devolvendo parte da forte perda auferida na sessão da véspera, quando atingiu a mínima desde 26 de agosto de 2010, o Ibovespa fechou esta quinta-feira em alta de 0,56%, aos 64.577 pontos. O dia foi marcado pela divulgação de dados melhores que o esperado na cena norte-americana, bem como pelo movimentado noticiário corporativo interno e externo. O giro financeiro do pregão ficou em R$ 6,70 bilhões.

Por aqui, o índice também sentiu pressão de novos dados inflacionários. Na primeira prévia deste mês, o IGP-M apontou inflação de 0,66%, taxa 0,24 ponto percentual maior do que a apurada no mesmo período do mês anterior. O anúncio do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de cortar R$ 50 bilhões no Orçamento Geral da União para 2011, ainda repercute entre os investidores.

Além disso, o BC divulgou nesta sessão as informações preliminares de crédito de janeiro, até o dia 26, especialmente sobre o crédito pessoal e para aquisição de veículos, mostrando que a concessão de crédito pessoal recuou para um patamar equivalente ao de janeiro de 2010 e possivelmente o crédito para veículos tenha registrado trajetória similar. Segundo a consultoria Rosenberg & Associados, “isso mostra que as medidas macroprudenciais já estão tendo efeitos”.

Destaques do Pregão
O avanço de grandes blue chips, como Petrobras e Vale, ajudou o Ibovespa a terminar o dia no campo positivo. A Petrobras viu suas ações ON e PN subirem 1,03% e 0,34%, respectivamente. A estatal informou que sua produção de gasolina tipo A atingiu um novo recorde em janeiro – o segundo mês consecutivo em que atinge um número inédito nesse quesito. Além disso, o Barclays elevou sua recomendação e preço-alvo para os ADRs da Petrobras.

Ainda na ponta positiva, destaque para as ações da Cielo, que avançaram após a empresa ter divulgado seu resultado do 4T10. Em teleconferência, o presidente da companhia, Rômulo de Mello Dias, afirmou: “Alguns dos movimentos de queda das ações se intensificam exageradamente”.

Já na ponta negativa, os papéis da Cosan registraram forte queda também em função do resultado trimestral. A empresa decepcionou as projeções dos analistas ao apurar lucro líquido de R$ 27,9 milhões, frente às projeções que giravam em torno de R$ 113,8 milhões. Além disso, o Cade recomendou que seja realizado um desinvestimento para que o processo de compra, pela Shell, da Jacta, subsidiária da Cosan para combustíveis para aviação, seja concluído. Em teleconferência dos resultados, a administração da Cosan afirmou que o negócio tem “importância reduzida”.

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Agenda
Nos EUA, o número de pedidos de auxílio-desemprego reportados na última semana veio melhor do que as expectativas do mercado. O Initial Claims registrou um total de 383 mil novos pedidos na semana até 5 de fevereiro, melhor do que o esperado pelos analistas, cujas projeções giravam em torno de 410 mil.

O orçamento do governo registrou déficit de US$ 49,8 bilhões em janeiro. O resultado foi melhor do que as projeções feitas pelo mercado, de uma cifra negativa de US$ 59,5 bilhões.

Ainda por lá, o nível dos estoques no atacado norte-americano surpreendeu ao avançar mais do que o esperado no mês de dezembro.

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Dívida soberana europeia
No velho continente, o Banco da Inglaterra manteve a taxa de juros em 0,50%, patamar mínimo histórico, e o programa de compra de títulos. O movimento da autoridade monetária do Reino Unido já era amplamente esperado pelo mercado.

Por outro lado, a preocupação foi a respeito dos novos desdobramentos da crise da dívida soberana europeia, após a notícia, propagada por agências internacionais, de que o BCE tenha retomado a adquirir títulos da dívida de Portugal.

Dólar
O dólar comercial fechou a quinta-feira com alta de 0,60% em relação ao fechamento anterior, sendo cotado na venda à R$ 1,671, em dia marcado por leilão de contratos de swap cambial reverso e compras à vista do Banco Central. Bons indicadores do mercado de trabalho norte-americano trouxeram um clima positivo aos mercados, mas a retomada do noticiário sobre a crise fiscal na Europa deixou a aversão ao risco ainda elevada.

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O Banco Central manteve suas intervenções diárias, realizando nesta sessão dois leilões de compra no mercado à vista. A primeira operação ocorreu entre 12h21e 12h26, com taxa de corte aceita em R$ 1,6683. A segunda operação teve início às 15h47 e terminou às 15h52, com taxa de corte em R$ 1,6697.

Além disso, o Banco Central vendeu 17.280 dos 20 mil contratos de swap cambial reverso oferecidos hoje, totalizando US$ 855,3 bilhões, que contavam com 3 datas de vencimento, em abril e julho deste ano, além de uma última em janeiro de 2012. Novamente o BC apresentou a operação, a sexta do ano, de surpresa, lembrando que até 27 de janeiro a prática era anunciar o leilão com um dia útil de antecedência.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam sem tendência definida. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 12,76%, 0,08 ponto percentual acima do fechamento de quarta-feira. O número de contratos negociados foi de 459.090.

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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em ligeira baixa de 0,04% em relação ao fechamento anterior, a 133,60% do valor de face.

Já o indicador de risco-País não teve variação em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 169 pontos.