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A preocupação acerca da retomada do consumo nos Estados Unidos voltou a trazer instabilidade aos principais mercados internacionais nesta segunda-feira (30), levando o Ibovespa a fechar em queda. O principal índice da bolsa paulista caiu 2,02%, para 64.260 pontos. O volume financeiro foi de R$ 4,038 bilhões.
Nos EUA, o Personal Income, com dados sobre a renda individual dos cidadãos dos EUA, revelou alta de 0,2% em julho, confirmado o esperado pelo mercado, enquanto que o Personal Spending, que compila os gastos da população, trouxe aumento de 0,4%, leve acima dos 0,3% projetados pelos analistas. Já o núcleo do índice de preços PCE (Personal Consumption Expenditures), um dos mais observados pelo Fed, marcou variação positiva de 0,1%, também dentro do previsto.
Mesmo assim, o mercado reagiu negativamente aos números. O temor é de que os avanços registrados na renda e gastos sejam insuficientes para estimular a recuperação do consumo nos Estados Unidos.
O Ibovespa sentiu ainda o peso da queda acentuada das ações da Petrobras: as ações preferenciais da empresa fecharam com a terceira maior desvalorização do índice nesta sessão. Participando de um evento em São Paulo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou a afirmar que o preço do barril da cessão onerosa ainda não foi fixado, mas não deu mais detalhes, dizendo apenas que não tem mais nada a declarar sobre o assunto. “Quando for (fixado), haverá um fato relevante”, completou Mantega.
Também as assessorias de imprensa dos ministérios de Minas e Energia e da Casa Civil negaram que haja novidades em relação ao tema. Na última sexta-feira, a ministra Erenice Guerra havia aberto a possibilidade da divulgação, nesta segunda-feira, dos preços do barril de petróleo das reservas empregadas na cessão onerosa.
Liderando os ganhos do Ibovespa no dia, as ações da Lojas Renner deram continuidade à recuperação esboçada no pregão da última sexta-feira, amenizando as perdas auferidas ao longo da semana passada. Cabe destacar que apenas oito papéis dentre toda a carteira teórica do Ibovespa fecharam a sessão no campo positivo ou sem variação.
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Agenda
Em tom menos otimista, o mercado diminuiu suas projeções para o crescimento econômico brasileiro neste ano, enquanto manteve suas expectativa no tocante à taxa básica de juro. Os dados são da última edição do Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central do Brasil na manhã desta data.
A diminuição foi pouco expressiva, com a mediana das estimativas para a alta do PIB (Produto Interno Bruto) passando de 7,10% para 7,09% em 2010. Já para o ano que vem as expectativas foram mantidas, sendo esperado um avanço de 4,5%.
Ainda na agenda doméstica, o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) apontou inflação de 0,77% em agosto, após registrar variação de 0,15% no mês anterior, mostraram dados divulgados pela FGV.
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Dólar
Ampliando seus ganhos ao longo do dia, o dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7580 na compra e R$ 1,7600 na venda, alta de 0,40% em relação ao fechamento anterior. Com esta alta, o dólar acumula valorização de 0,23% em agosto, frente à baixa de 4,99% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 1,08%.
No front doméstico, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares no mercado cambial à vista entre as 15h38 e as 15h48 (horário de Brasília), com uma taxa aceita em R$ 1,7689.
Renda Fixa
O mercado de juros futuros encerrou sem tendência definida. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em outubro de 2010, fechou estável em 10,67%.
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O mercado de títulos da dívida externa fechou em alta. O título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com valorização de 0,03%, cotado a 136,80% do valor de face.
O Risco-País registrou alta de 15 pontos-base em relação ao fechamento anterior, atingindo 229 pontos-base.