Publicidade
O Ibovespa encerrou o primeiro pregão de 2011 em alta de 0,95%, aos 69.962 pontos. O movimento do índice acompanhou a performance positiva dos principais mercados internacionais, que avaliaram dados relevantes da economia norte-americana. Por aqui, o forte avanço das ações da Vale ditou o rumo do índice paulista ao longo do pregão, que teve um giro financeiro de R$ 5,58 bilhões.
O principal índice da BM&F Bovespa chegou a testar os 70 mil pontos nesta segunda-feira, mas acabou perdendo força no final da sessão, refletindo a intensificação das perdas auferidas pelos papéis da Petrobras. O movimento coincide com o momento em que o mercado recebeu a notícia sobre a intenção do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, em conversar com o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, sobre a possibilidade de a estatal vir a adquirir participação na portuguesa Galp.
Por outro lado, os papéis da Vale subiram 3% nesta segunda-feira, puxando o avanço do Ibovespa na sessão. O movimento de alta reflete não apenas o avanço dos preços das commodities, como também o noticiário favorável ao setor. Em sua posse como ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que o novo Código de Mineração, marco regulatório do setor, é uma de suas prioridades.
Agenda interna
No cenário doméstico, o destaque da agenda ficou por conta da balança comercial, que fechou 2010 com recordes tanto de importações (US$ 181,638 bilhões) quanto de exportações (US$ 201,916 bilhões). Dessa forma, o saldo comercial do País ficou positivo em US$ 20,278 bilhões. Vale mencionar que o resultado superavitário de US$ 5,368 bihões visto em dezembro foi o melhor do ano, informou o MDIC.
Além disso, também ganhou atenção no pregão o relatório Focus, que teve como destaque mais uma vez as projeções para a inflação. Os economistas ouvidos pelo BC elevaram as expectativas para o IPCA, cuja taxa anual é estimada em 5,32% para 2011, acima dos 5,31% registrados na última semana. Para a reunião do Copom de janeiro, as projeções apontam para alta de 0,5 p.p. na Selic, indo para 11,25% ao ano.
O noticiário interno contou ainda com o IPC-S, que registrou taxa de 0,72% na quarta prévia de dezembro, baixa de 0,15 ponto percentual na passagem semanal. O indicador foi revelado pela FGV.
Continua depois da publicidade
Vale ressaltar que, atendendo a questionamentos do mercado, a Receita Federal publicou na última sexta-feira (31) esclarecimentos sobre a taxa de IOF cobrada na conversão de DRs (Depositary Receipts) em ações listadas na bolsa brasileira. De acordo com a Receita, participantes do mercado vinham tendo dúvidas sobre a tributação, questionando se a operação seria tratada como aplicação em bolsa ou não. Os DRs, explicou a Receita, recebem o mesmo tratamento das ações – como o governo não alterou o IOF para a renda variável – ao menos por enquanto – o IOF nessas operações segue, então, em 2%.
Indicadores norte-americanos
Além dos destaques internos, o mercado também repercutiu nesta segunda-feira a divulgação de importantes dados na economia norte-americana. O ISM Index, indicador que mede o nível de atividade industrial nos Estados Unidos, ficou abaixo do esperado no mês de dezembro, conforme os dados divulgados pelo Institute for Supply Management.
Somado a isso, os gastos com construção civil nos Estados Unidos, medidos pelo indicador Construction Spending, subiram 0,4% em novembro. O mercado projetava uma alta de 0,2% para o mês, enquanto em outubro o índice registrado foi de 0,7%, conforme dados revisados.
Continua depois da publicidade
Dólar
Com forte queda de 0,91% nesta segunda-feira, o dólar comercial conheceu seu terceiro dia seguido de desvalorização, fechando cotado na compra a R$ 1,649 e na venda a R$ 1,651 – mínima desde 1 de setembro de 2008, quando estava valendo R$ 1,646. O otimismo mantido nos mercados contribuiu para a nova depreciação da moeda norte-americana, forçando o Banco Central a atuar por duas vezes no mercado cambial.
O primeiro leilão de compra de dólares realizado pelo BaCen ocorreu entre as 12h41 e as 12h46 (horário de Brasília), com uma taxa de corte de R$ 1,652. A segunda intervenção veio próximo do fechamento dos negócios, ocorrendo entre as 16h13 e as 16h18. A taxa de corte ficou em R$ 1,6498.
Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam sem tendência definida no curto prazo, porém com viés de baixa no longo prazo. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 12,02%, 0,01 ponto percentual abaixo do fechamento de quinta-feira.
Continua depois da publicidade
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,28% em relação ao fechamento anterior, a 133,95% do valor de face. Já o indicador de risco-País teve variação negativa de 12 pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 174 pontos.