Resumo Diário

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Apesar dos novos temores acerca da crise fiscal na Europa, o Ibovespa encerrou a sessão desta segunda-feira (10) em alta de 0,10%, aos 70.127 pontos. Mesmo tendo operado a maior parte do dia em baixa, o desempenho positivo das ações de Petrobras e Vale garantiram a valorização ao final do dia. O giro financeiro ficou em R$ 4,81 bilhões.

No noticiário corporativo, o principal destaque ficou por conta do rumor de que a B2W terá seu capital fechado, após uma oferta de aquisição das ações por sua controladora, a Lojas Americanas, segundo matéria do jornal Valor Econômico. Contudo, ambas as companhias negaram que a operação esteja sendo realizada. As ações da B2W foram o principal destaque de alta do Ibovespa nesta segunda, enquanto que os papéis da Lojas Americanas registraram queda no pregão.

Na ponta negativa do Ibovespa, a PDG Realty repercutiu o anúncio de seus resultados de vendas referentes ao quarto trimestre de 2010, atingindo o ponto médio do guidance de lançamentos para o ano. No período, a empresa obteve vendas contratadas líquidas pro rata de R$ 1,756 bilhão, totalizando R$ 6,520 bilhões em todo o ano.

Ainda dentro do noticiário corporativo, os BDRs da Agrenco voltaram a ser negociados nesta segunda na BM&F Bovespa, quase um ano após a CVM ter suspendido a negociação das units, em 11 de fevereiro de 2010. Ao final do pregão desta segunda-feira, os BDRs da Agrenco fecharam cotados a R$ 1,41, desvalorização de 51,21% frente ao fechamento de 10 de fevereiro do ano passado, último pregão no qual haviam participado.

Europa
Os investidores voltaram suas atenções para as discussões sobre a dívida soberana de algumas economias da Europa. Segundo o noticiário do último fim de semana, Alemanha e França estariam liderando as negociações de um plano de ajuda para a Portugal.

No entanto, e assim como ocorreu na Irlanda no final de 2010, o primeiro ministro de Portugal, José Sócrates, rejeitou a possibilidade de que seu país precise de socorro financeiro. Apesar de negativas do Banco Central Europeu, operadores de mercado disseram à agência de notícias Reuters que o BCE comprou títulos da dívida pública de Portugal neste pregão, a fim de aliviar os temores.

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Mantega
Em entrevista ao Financial Times, o ministro da Fazenda Guido Mantega afirmou que o Governo continua estudando novas medidas para conter a valorização do real frente ao dólar, sendo que o foco agora estaria no mercado futuro – que na visão do ministro é atualmente o responsável pela pressão no mercado de câmbio.

Ademais, o ministro afirmou também que a guerra cambial está se convertendo em guerra comercial. Segundo Mantega, o Brasil poderá realizar um lobby junto à OMC para que a organização defina a manipulação das taxas de câmbio como forma de subsídio velado às exportações.

Agenda
No front doméstico, destaque para dados inflacionários. Depois de duas quedas consecutivas, o IPC-S voltou a apontar aumento do ritmo inflacionário e registrou taxa de 0,92% na primeira prévia de janeiro, alta de 0,20 ponto percentual na passagem semanal.

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Enquanto isso, na primeira prévia de janeiro, o IGP-M apontou inflação de 0,42%, taxa 0,41 ponto percentual menor do que a apurada no mesmo período do mês anterior.

Além disso, como de costume, os investidores também repercutiram os dados do Relatório Focus. Os economistas ouvidos pelo Banco Central esperam que na próxima reunião do Copom, seja decidido um aumento na Selic de 0,50 ponto percentual, com a taxa anual indo para 11,25%, de acodo com o documento.

Por fim, a balança comercial brasileira registrou saldo negativo de US$ 486 milhões na primeira semana de janeiro, com exportações no total de US$ 2,781 bilhões e importações da ordem de US$ 3,627 bilhões.

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Dólar
Com os temores sobre a dívida europeia e com a possibilidade de novas intervenções do governo brasileiro no câmbio, o dólar comercial encerrou esta segunda-feira com leve alta de 0,12%, sendo cotado na venda a R$ 1,688. Referências da agenda doméstica e compra de dólares do BaCen também repercutiram nos mercados.

O Banco Central do Brasil voltou a realizar um leilão de compra de dólares no mercado cambial à vista. A operação ocorreu entre as 12h02 e as 12h07, com uma taxa de corte aceita em R$ 1,6928.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam esta segunda-feira em alta. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 12,28%, 0,07 ponto percentual acima do fechamento de sexta-feira.

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No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,30% em relação ao fechamento anterior, a 135,25% do valor de face. Já o indicador de risco-País não teve variação em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 169 pontos.