Resumo Diário

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Devolvendo os ganhos dos três últimos pregões, o Ibovespa encerrou a sessão desta quinta-feira (13) em baixa de 1,27%, aos 70.721 pontos. O giro financeiro do pregão ficou em R$ 6,55 bilhões.

Nos EUA, os indicadores econômicos divulgados por lá, com destaque ao resultado pior do que o esperado do Initial Claims, que mede os pedidos de auxílio-desemprego em base semanal, ofuscaram os leilões de dívida de Espanha e Itália que, a exemplo de Portugal na véspera, também agradaram os investidores.

A performance negativa do índice também sentiu influência da baixa auferida por grandes blue chips, como a Petrobras e a Usiminas.

Ainda no campo negativo, destaque para a CSN, que corrigiu parte dos ganhos acumulados em 2011. A companhia anunciou as condições de incorporação da CSN Aços Longos.

Já as companhias de energia elétrica se mantiveram em alta, em meio a expectativa de que a renovação das concessões de 2015 sairá ainda em 2011, além do fato de que o mercado tende a procurar pelos papéis do setor em momentos adversos por conta da característica defensiva dos ativos.

Os acionistas da Telemar Norte Leste reuniram-se nesta quinta-feira para votar a aquisição do controle da Invitel, que detém a Brasil Telecom. Apesar de manifestações de protesto apresentada por alguns dos acionistas, foi ratificada a proposta pela maioria dos presentes, informou a companhia. Este era último impasse para a conclusão do processo de aquisição da Brasil Telecom, que já se arrasta desde 2008. A conclusão da operação é importante porque permitirá que a Portugal Telecom prossiga com o processo de entrada no capital social da Oi.

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Europa
No Velho Continente, o leilão dos títulos da dívida espanhola surpreendeu os mercados. O governo do país conseguiu bastante êxito em sua venda de bônus, captando € 3 bilhões em emissões de títulos de dívida com vencimento em 5 anos. Contudo, o yield chegou a 4,542%, superior aos 3,576% registrados no mesmo tipo de operação de novembro do ano passado. A Itália também promoveu leilão de títulos nesta sessão, com demanda acima do esperado.

Apesar disso, em sua primeira apresentação no ano, o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, enfatizou a necessidade de executar reformas estruturais na Zona do Euro, com ênfase nos ajustes fiscais, devendo ser rapidamente implantadas para fortalecer as bases para um crescimento sustentado da região.

França e Alemanha posicionaram-se contra a proposta de que a capacidade de financiamento da União Europeia deveria ser reforçada por meio da extensão do fundo de ajuda aos países do bloco.

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Agenda
A taxa de emprego na indústria brasileira aumentou 3% em novembro, na comparação com o mesmo mês de 2009. De acordo com o IBGE, essa é a décima taxa positiva consecutiva para este tipo de comparação. Frente a outubro, descontados os efeitos sazonais, foi verificada estabilidade no número de empregados na indústria. Considerando o resultado de janeiro a novembro, a taxa de emprego registrou aumento de 3,4%. Nos últimos 12 meses, a taxa subiu 2,9%.

Referências norte-americanas
Na pauta internacional estiveram em evidência indicadores norte-americanos, que apontaram para caminhos mistos. Enquanto o Initial Claims, que mede o número de pedidos de auxílio-desemprego reportados nos EUA na última semana, veio pior do que o esperado, a balança comercial conseguiu superar positivamente a projeção dos analistas. Já o índice de preços ao produtor norte-americano avançou durante o mês de dezembro acima das expectativas do mercado.

Além da agenda econômica dos Estados Unidos, vale ressaltar que as agências de classificação de risco Moody’s e Standard & Poor’s afirmaram que podem vir a rever o rating da dívida soberana do país caso não ocorram mudanças na condução da política fiscal do governo Obama.

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Por fim, os Estados Unidos devem crescer de 3% a 4% em 2011, afirmou nesta quinta-feira o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke. Esse ritmo, segundo ele, é saudável, mas não ajudará a diminuir o desemprego “da forma como gostaríamos”. Enquanto isso, Timothy Geithner, secretário do Tesouro dos EUA, serviu quase como contraponto de Bernanke no dia, alertando para a possibilidade de novos resgates a grandes empresas, caso uma nova crise esteja à caminho.

Dólar
Mantendo-se em queda durante todo o intraday, o dólar comercial fechou em desvalorização pela terceira sessão consecutiva, cotado na venda a R$ 1,669 – variação negativa de 0,48%. O sucesso no leilão dos títulos da dívida espanhola e referências mistas dos EUA movimentaram o mercado. Por aqui, a intervenção do Banco Central e projeções para o dólar também foram analisadas.

O BaCen continuou com sua rotina de leilões e comprou de dólares no mercado cambial à vista. A operação ocorreu entre 14h17 e 14h22, com uma taxa de corte aceita em R$ 1,6710.

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Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam em alta no curto prazo. O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 12,29%, 0,01 ponto percentual acima do fechamento de quarta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,18% em relação ao fechamento anterior, a 135,85% do valor de face. Já o indicador de risco-País teve variação positiva de seis pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 168 pontos.