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Na esteira do ânimo externo, o Ibovespa encerrou a sessão de quinta-feira (18) em alta de 1,54%, a 70.781 pontos. De olho no noticiário europeu, os investidores voltaram a respirar um pouco mais aliviados diante da possibilidade de ajuda à economia irlandesa, o que se refletiu positivamente nas bolsas internacionais e deu fôlego à alta das commodities, impulsionando a valorização de blue chips na bolsa brasileira. O volume financeiro do dia ficou em R$ 6,52 bilhões.
Na Europa, as atenções permanecem voltadas para a Irlanda. A expectativa de o país de fato aceitar ajuda financeira internacional tem ganhado cada vez mais força.
Destaques da Bolsa
Guiadas pela valorização de commodities metálicas, como estanho, cobre e zinco, mineradoras e siderúrgicas tiveram significativos ganhos nesta quinta-feira. É o caso das ações PNA da Usiminas, que subiram 1,31%, e da Gerdau, que registram variação positiva de 1,86%.
Já as ações ON e PNA da Vale tiveram ganhos de 2,66% e 2,36%, respectivamente. Outra importante blue chip da bolsa brasileira, a Petrobras viu tanto seus papéis ON quanto os PN avançarem mais de 1%, acompanhando a valorização dos contratos futuros de petróleo nas bolsas externas.
Segunda maior alta do Ibovespa no pregão, a Brasil Telecom viu suas ações preferenciais subirem 3,98%. A empresa de telefonia divulgou um comunicado aos titulares das Sênior Notes com vencimento em 2014 e ao mercado em geral informando que efetuará no dia 22 de dezembro o resgate antecipado de todas as notas em circulação.
A Marfrig liderou a ponta negativa do índice, em resposta aos resultados mal recebidos pelo mercado.
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Noticiário
No front doméstico, não houve a divulgação de indicadores relevantes neste pregão. Na pauta econômica norte-americana, tanto o total de pedidos de auxílio-desemprego visto na última semana quanto a atividade industrial na região da Filadélfia em novembro trouxeram resultados melhores do que o esperado pelos analistas. Em contrapartida, o Leading Indicators, que compreende vários índices já divulgados, como pedidos de auxílio-desemprego, custo de mão-de-obra, permissões para construção entre outros, subiu menos do que o previsto em outubro.
Por fim, o grande destaque na cena corporativa nos Estados Unidos ficou por conta da oferta de ações feita pela General Motors.
Destaques desta sessão
Ainda incertos sobre a concretização do pacote de ajuda financeira à Irlanda, os mercados de ações globais voltam a operar em queda nesta sexta-feira (19), também atentos à política monetária na China.
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Após iniciar o pregão sem tendência, os índices acionários europeus passam a operar no campo negativo, em meio a especulações sobre o formato e o tamanho do plano de ajuda a Dublin. No mesmo ritmo, os contratos futuros sobre os índices de referência em Wall Street operam em queda.
Eu acredito
“Agora eu acredito que os políticos europeus farão o que for preciso para preservar o Euro e a União Europeia”, afirmou Tim Hanson, analista associado à Motley Fool. Em sua visão, o euro sairá enfraquecido da crise, dadas as pesadas obrigações herdadas e o baixo crescimento econômico.
Embora já admitam a ajuda, autoridades irlandesas reforçam a possibilidade de que seja formado um pool de liquidez, o qual ficaria à disposição do governo para utilizá-lo no resgate aos bancos e na tranquilização do mercado, sem a concessão automática dos empréstimos. A elevação de impostos também ganha força nas discussões.
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Confirmando parte dos temores sobre um enrijecimento da política monetária, a fim de combater a inflação, a autoridade monetária chinesa revelou ao mercado ter elevado em 0,50 ponto percentual a exigência de reservas de capital. O movimento – o segundo deste tipo em duas semanas – reforça a tendência negativa registrada pelos papéis de mineradoras, como a BHP Billiton e a Rio Tinto.
Entretanto, a notícia não influenciou os negócios no mercado asiático, já fechados. Por lá, os investidores se animaram com alguns indicadores melhores que o esperado divulgados nos EUA, com destaque para a produção industrial na Filadélfia. Assim, os índices acionários de referência registraram leve alta.
Saindo da defensiva
Menos comedido que de costume, o presidente do Federal Reserve – Ben Bernanke -, defendeu as medidas conhecidas pelo termo alívio quantitativo, reforçadas recentemente pela instituição, além de criticar a política cambial chinesa, em discurso preparado para conferência na Europa.
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“Embora nós projetemos que o crescimento econômico atinja seu pico e o desemprego decline no próximo ano, o progresso até o momento tem sido decepcionante”, afirmou Bernanke.
Internamente, o destaque recai sobre a Karoon, que cancelou seu IPO (Oferta Pública Inicial) por conta da conjuntura desfavorável do mercado brasileiro, segundo nota. No caso do banco PanAmericano, o presidente do Grupo Silvio Santos pediu demissão após 28 no comando do grupo.
Já no cenário de indicadores econômicos, os investidores avaliam a divulgação do IGP-M, que apontou inflação de 1,20% no segundo decêndio de novembro – alta de 0,31 ponto percentual frente ao mesmo período de outubro. Não são esperados indicadores relevantes lá fora na sessão.