Resumo

...

Publicidade

Com apenas quatro ações de sua carteira teórica em alta, o Ibovespa encerrou a sessão desta terça-feira (23) em baixa de 2,41%, a 67.952 pontos, menor patamar desde 21 de setembro. O movimento do índice acompanhou o clima adverso presente nos principais mercados internacionais em meio às tensões crescentes vindas da Ásia e Europa. O volume financeiro do pregão ficou em R$ 6,57 bilhões.

Liderando a ponta negativa do índice, ficaram novamente as ações do setor imobiliário, que estenderam as perdas da véspera em meio ao noticiário sobre a equipe econômica do novo governo. Usiminas, Vale, CSN, Gerdau, Banco do Brasil e MMX também estão entre as empresas que registraram fortes baixas no dia.

Destaques do dia
O clima no front internacional influenciou os mercados nesta terça, após a alegação da Coreia do Sul de que seu vizinho do norte, com o qual mantém litígio há mais de 50 anos, teria realizado um ataque de artilharia à ilha de Yeonpyeong.

Na Irlanda, seguindo o anúncio pelo Partido Verde de sua saída da coalizão governista, as eleições parlamentares foram antecipadas para janeiro, o que pode redesenhar a distribuição do poder no país. Contudo, espera-se que o atual gabinete conclua os acordos de resgate econômico ao país e aprove os pacotes fiscais já esperados.

Novamente a composição da equipe financeira do governo de Dilma Rousseff voltou à pauta. O jornal Folha de S. Paulo veiculou que a presidente eleita teria convidado o diretor de normas do Banco Central, Alexandre Tombini, para suceder Henrique Meirelles na presidência do BC. Em contato com a InfoMoney, a assessoria de imprensa de Dilma negou a informação. O Banco Central também negou, ao menos oficialmente, através de sua assessoria. Contudo, uma fonte dentro do BC ouvida pela InfoMoney disse que tudo indica para a saída de Meirelles.

Lá fora, o Fed cortou as projeções para a economia norte-americana em 2010 e 2011. A ata do Fomc voltou a apontar um progresso desapontador do país, em meio a condições ruins no mercado de trabalho e imobiliário. O comitê agora espera que os EUA cresçam entre 2,4% e 2,5% este ano, abaixo dos 3% a 3,5% esperados em junho. As projeções para 2011 também foram cortadas.

Continua depois da publicidade

Completando os destaques externos, a segunda prévia do PIB norte-americano referente ao terceiro trimestre deste ano apresentou alta de 2,5%, valor levemente acima dos 2,4% previstos pelo consenso do mercado.

Agenda
Na pauta econômica interna, apontando inflação de 0,86% em novembro, o IPCA-15 superou as expectativas do mercado e deu mais força aos temores acerca da pressão inflacionária na economia.

Com a maior taxa registrada desde a primeira semana do último mês de abril, o IPC-S  marcou inflação de 0,85% na terceira prévia de novembro, aumento de 0,13 ponto percentual na passagem semanal. Consolidando a tendência de aceleração do ritmo de aumento dos preços, o índice mais uma vez apontou aumento do ritmo de aceleração dos preços, comportamento que já tinha sido registrado nas duas primeiras prévias de novembro.

Continua depois da publicidade

A Nota do Setor Externo mostrou que o resultado global do balanço de pagamentos brasileiro em outubro deste ano foi superavitário em US$ 8,809 bilhões, enquanto, no mesmo período de 2009, a conta registrara um saldo positivo de US$ 9,184 bilhões. Por sua vez, a conta de transações correntes marcou um saldo negativo de US$ 3,700 bilhões.

No front externo, as vendas de casas usadas nos EUA ficaram acima das expectativas dos analistas durante o mês de outubro.

Dólar
Depois de iniciar o dia alternando entre perdas e ganhos, o dólar comercial ganhou força durante a tarde, acompanhando a piora no humor dos mercados, e registrou sua terceira alta consecutiva nesta terça-feira. Com variação positiva de 0,29%, a moeda fechou cotada na venda a R$ 1,735, embora tenha conseguido superar a faixa de R$ 1,74 durante o intraday – máxima alcançada desde 1 de setembro.

Continua depois da publicidade

No front doméstico, o Banco Central manteve ativa sua atuação no mercado cambial, realizando um leilão de compra de dólares. A operação ocorreu por volta das 15h45 (horário de Brasília) e contou com uma taxa de corte em R$ 1,7366.

Renda Fixa
Os principais contratos de juros futuros fecharam em alta no mercado futuro da BM&F. Com dia agitado no cenário doméstico, após novas especulações sobre o futuro do Banco Central na próxima gestão, investidores observaram os dados referentes às medidas de inflação, que novamente apontaram avanço no ritmo inflacionário do País. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2012, registrou uma taxa de 11,83%, 0,08 ponto percentual acima do fechamento de segunda-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,07%, 138,55% do valor de face. Já o risco-País teve variação positiva de sete pontos-base em relação ao fechamento anterior, marcando 185 pontos-base.