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Acompanhando o clima positivo nas principais bolsas internacionais, o Ibovespa encerrou a sessão da última quarta-feira (20) em alta de 0,77%, a 70.404 pontos. Avaliando decisão de política monetária no Brasil, os investidores repercutiram as movimentadas agendas econômicas brasileira e norte-americana. O volume financeiro do dia chegou a R$ 6,687 bilhões.
Mexendo com o ânimo dos investidores ao redor do globo, o Federal Reserve divulgou nesta data seu Livro Bege. O documento revelou que a economia norte-americana segue se recuperando a passos lentos.
Por aqui, o mercado aguarda ainda pela decisão do Copom sobre a taxa básica de juro brasileira, atualmente em 10,75% ao ano, que deve ser conhecida no começo da noite desta quarta. Com o consenso de manutenção, os analistas de mercado esperam o comunicado oficial da reunião, que também não deve trazer maiores novidades.
Destaques da bolsa
Os rumores de venda de uma participação no capital da Brasil Ecodiesel voltaram a rondar os mercados e impulsionaram as ações da companhia, que fecharam no topo da ponta compradora do Ibovespa. De acordo com a área de RI da Brasil Ecodiesel, no entanto, não há nenhum fato de conhecimento da companhia que justifique a oscilação.
Na outra ponta do índice, destaque negativo para as ações das siderúrgicas, que repercutiram os dados de setembro do Instituto Aço Brasil.
Economia
No front doméstico, a FGV divulgou o IGP-M, que apontou inflação de 0,89% no segundo decêndio de outubro, taxa 0,14 ponto percentual menor do que a vista no mesmo período do mês anterior. Também no campo inflacionário, o IPCA-15 apontou inflação de 0,62% em outubro, segundo dados publicados pelo IBGE. A variação foi o dobro da registrada no mês passado, e 0,44 ponto percentual maior que a taxa apurada no mesmo período de 2009.
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Na pauta do dia, o Banco Central divulgou o fluxo cambial acumulado nos primeiros dez dias úteis de outubro. Segundo o documento, houve superávit de US$ 2,391 bilhões, resultado de um saldo comercial deficitário de US$ 694 milhões e um fluxo financeiro positivo de US$ 3,084 bilhões.
Dólar
Ajustando parte da forte valorização da terça-feira – quando subiu 1,26% em repercussão ao novo aumento do IOF -, o dólar comercial encerrou esta quarta-feira em baixa de 0,71%, cotado a R$ 1,675 na venda.
O BC manteve sua rotina de atuações diárias no mercado à vista e realizou dois leilões de compra de dólares. No primeiro, entre 12h25 e 12h30, foi imposta taxa de corte em R$ 1,6772, enquanto no segundo leilão, por volta de 16h10, a autoridade comprou dólares com taxa de corte em R$ 1,6747.
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Renda Fixa
O mercado de juros futuros encerrou em queda no longo prazo. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2012, fechou com taxa de 11,27%, baixa de 0,04 ponto percentual em relação ao fechamento anterior.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,07% em 139,75% do valor de face.
O risco-País registrou variação negativa de três pontos-base em relação ao fechamento anterior, encerrando o dia em 186 pontos.
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Destaques desta quinta-feira
O crescimento chinês e uma nova leva de bons resultados corporativos trimestrais sustentam na manhã desta quinta-feira (21) um clima positivo aos negócios, com as bolsas europeias e os mercados futuros norte-americanos estendendo as trajetórias de alta registradas no último pregão.
Entre os desempenhos que animam os investidores estão os da Nokia, que entre julho e setembro deste ano lucrou o valor líquido de € 529 milhões. As performances trimestrais da Fiat e da EBay também agradaram ao mercado – ambas ainda elevaram suas projeções de ganhos para o acumulado de 2010.
China
À meia noite de Brasília, o governo chinês lançou uma série de dados importantes sobre o momento macroeconômico do país. O número que ganha maior destaque, como não poderia deixar de ser, diz respeito ao desempenho do PIB (Produto Interno Bruto), que no terceiro trimestre deste ano cresceu 9,6% frente ao mesmo período de 2009.
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O número mostra desaceleração do crescimento econômico chinês, mas em contrapartida, veio acima das projeções do mercado. Enquanto isso, indicador de inflação apontou uma alta nos preços de 3,6% ao ano em setembro, superior à variação medida em agosto.
Wall Street
A safra de divulgação de resultados corporativos segue bastante intensa em Wall Street. Entre os tantos desempenhos de peso a serem anunciados nesta quinta-feira, atenção aos números da AT&T, Caterpillar, McDonald’s e UBS, todos agendados para antes da abertura das bolsas norte-americanas.
Por ora, o pré-market nos EUA vive uma manhã de alta. Os índices futuros do S&P 500, Nasdaq e Dow Jones mostram valorizações de 0,40%, 0,47% e 0,30%, respectivamente. Para depois do fechamento do pregão, são esperados os resultados trimestrais da Amazon e American Express.
Agenda dos EUA e Europa
No front econômico, alguns indicadores importantes também são aguardados pelos investidores. Às 10h30 de Brasília, sai o Initial Claims, que deve apontar leve queda no montante de pedidos de auxílio-desemprego feitos nos EUA na última passagem semanal.
Às 12h00, serão anunciados o Philadelphia Fed Index, que deve mostrar leve alta na produção industrial na região da Filadélfia em outubro, e o Leading Indicators, um compêndio de diversos indicadores já divulgados acerca da economia norte-americana, bastante avaliado pelo Fed em suas decisões.
Do outro lado do Atlântico, o PMI (Índice de Produção) referente à indústria manufatureira e de serviços na Europa deve mostrar a menor expansão do ano em outubro, segundo projeção do instituto Markit. Enquanto isso, o varejo britânico registrou queda de 0,2% em suas vendas na passagem de agosto para setembro.
Destaques europeus
Por falar em Europa, os principais índices por lá também operam no positivo. Os papéis da Pernod-Ricard, fabricante de bebidas como Chivas e Absolut, sobem 5,6%, depois que a companhia mostrou vendas acima do esperado pelos analistas em seu desempenho no terceiro trimestre deste ano.
A Danone é outra que assiste suas ações subirem forte na bolsa de Paris: 4,7%. Além de bons resultados trimestrais reportados, a empresa confirmou suas projeções de lucro para 2010 e anunciou planos de uma possível operação de recompra de papéis no mercado.
Em contrapartida, as ações do Credit Suisse caem mais de 3%. A instituição, a segunda maior do setor bancário suíço, reportou uma queda de 74% em seus ganhos no terceiro trimestre deste ano, somando US$ 630 milhões, montante bem abaixo das expectativas do mercado.