resumo

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O clima voltou a ficar negativo nas principais bolsas globais nesta quinta-feira, levando o Ibovespa a sua sexta queda consecutiva. Pressionado pela queda das imobiliárias e siderúrgicas, o principal índice da bolsa paulista recuou 1,44%, para 63.867 pontos – seu mais baixo patamar desde 19 de julho. O volume financeiro foi de R$ 5,47 bilhões.

Os dados de emprego divulgados nessa sessão pelo IBGE impulsionaram especulações de que o Copom pode voltar a elevar a taxa básica de juro em sua próxima reunião, que acontece nos dias 31 de agosto e 1º de setembro. O mercado tende a penalizar as ações de imobiliárias quando há perspectiva de maiores taxas de juros, e com isso MRV, Cyrela e Rossi se destacaram entre as principais quedas do índice.

Outro setor que ocupou a ponta negativa do Ibovespa foi o siderúrgico. Analistas do Barclays e da Link afirmaram em recentes relatórios que o mercado brasileiro de aço não vive um bom momento, e os papéis de suas principais companhias devem refletir tal cenário. As ações da Usiminas e da Gerdau Metalúrgica estão entre as maiores baixas do Índice Bovespa.

Além disso, a Petrobras também registrou forte queda na sessão. Rumores apontam que o valor do barril de petróleo da cessão onerosa só dependeria da aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com notícia da Agência Estado veiculada na véspera, o valor final do preço do barril que será utilizado ficou em torno de US$ 8.

Na ponta positiva, as ações da MMX e Braskem novamente despontaram entre os maiores ganhos – a última dando continuidade a seu momentum positivo. Somente nove ações da carteira teórica do Ibovespa escaparam da tendência predominante de desvalorizações. 

Agenda
Nos EUA, depois de uma rodada de indicadores negativos, o número de novos pedidos de auxílio-desemprego na última semana ficou em 473 mil, melhor do que esperavam os analistas (485 mil pedidos), o que animou os mercados no começo do dia. Contudo, a apreensão em torno das novas estimativas para o PIB do país e do discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, ambos esperados para a próxima sexta-feira, tem minimizado o impacto positivo trazido pelo indicador.

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O setor público brasileiro apresentou um superávit primário de R$ 2,454 bilhões durante o mês de julho, segundo dados divulgados pelo Banco Central, em sua Nota de Política Fiscal. O número vem acima do resultado de junho, quando houve um superávit de R$ 2,059 bilhões. Em julho de 2009, o resultado fora superavitário em R$ 3,180 bilhões. Com isso, o superávit primário acumulado em 2010 atingiu R$ 42,559 bilhões, representando 2,14% do PIB brasileiro.

Ainda no País, a taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas foi a menor para este mês desde o ano de 2002. O nível de desocupação recuou 0,1 ponto percentual frente a junho, para 6,9%, segundo revelam dados do IBGE, que divulgou a Pesquisa Mensal de Emprego.

Dólar
Mantendo-se no campo negativo durante toda a sessão, o dólar comercial ignorou a gradual piora no humor dos mercados e fechou com queda de 0,23%, sendo cotado na venda a R$ 1,762.

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No front doméstico, o Banco Central voltou a intervir nas negociações ao realizar um leilão de compra de dólares no mercado cambial à vista. A operação ocorreu entre as 15h32 e as 15h42 (horário de Brasília) e contou com uma taxa de corte aceita em R$ 1,7623.

Renda Fixa
O mercado de juros futuros encerrou em alta. Os contratos de prazo mais alongado mostraram oscilações mais fortes. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2012, registrou taxa de 11,36%, alta de 0,05 ponto percentual frente ao fechamento anterior.

O mercado de títulos da dívida externa fechou em queda. O título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com desvalorização de 0,07%, cotado a 137,85% do valor de face.

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O Risco-País registrou alta de 5 pontos-base em relação ao fechamento anterior, atingindo 220 pontos-base.