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SÃO PAULO – Com novos resultados corporativos e indicadores econômicos frustrando as expectativas dos investidores lá fora, a quinta-feira (4) segue em trajetória negativa nas principais bolsas do mundo, e a brasileira não é exceção, com o Ibovespa recuando 4,01%. A bolsa já opera abaixo dos 64.500 pontos, visto como uma importante suporte pelos analistas técnicos.
Acompanhando o movimento dos mercados internacionais, a bolsa brasileira tem um dia extremamente negativo, com todas as ações que compõem a carteira teórica do Ibovespa registrando perdas nesta tarde.
Destacando-se entre as maiores desvalorizações do pregão, os papéis da Duratex lideram com folga as perdas do índice. A InfoMoney entrou em contato com o RI da empresa e foi informada de que o movimento é resultado de uma ordem errada, o que já está sendo reparado.
As ações da MMX, LLX e MRV também se destacam na ponta vendedora.
Os papéis da Multiplus foram precificados a R$ 16,00 cada, ficando abaixo das projeções dos coordenadores da oferta. Os papéis da TAM, controladora da empresa, estão entre as maiores variações negativas da sessão.
Na noite passada, a Votorantim Cimentos anunciou dois acordos pelos quais elevou sua participação na Cimpor: o primeiro foi uma operação de permuta de ações com a Lafarge, que lhe rendeu uma fatia de 17,3%; outros 9,6% foram obtidos em acordo com os acionistas da Caixa Geral de Depósitos, com o objetivo de travar a oferta da CSN pela cimenteria portuguesa. As ações da empresa recuam mais de 3% durante a tarde.
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Fora do índice, a Telebrás se destaca após o possível interesse do presidente Lula em reativar a estatal para que ela seja a principal operadora do Programa Nacional de Banda Larga. Novas informações que circulam na imprensa apontam que o projeto para reativação da empresa inclui o oferecimento de serviço de banda larga pela estatal a valores entre R$ 15 e R$ 35 por mês.
Agenda
A produtividade no mercado de trabalho norte-americano, excluindo o setor agropecuário, avançou no quarto trimestre de 2009, mas é ofuscada pelo Initial Claims: o número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA na última semana ficou muito acima das projeções traçadas anteriormente pelo mercado.
Amenizando esses indicadores, o Factory Orders mostrou que o volume de pedidos à indústria norte-americana aumentou em 1,0% em dezembro, superando as estimativas de 0,5%. Já na esfera de resultados, Visa, Cisco Systems, Deutsche Bank e Santander trouxeram números melhores do que o esperado. Contudo, esses dados são ofuscados pelos balanços decepcionantes de MasterCard, Kellogg, Boeing, Royal Dutch Shell e Unilever.
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Ainda nesta sessão, os bancos centrais europeu e da Inglaterra optaram por manter seus juros básicos em 1,0% ao ano e 0,5% ao ano respectivamente. Já no Brasil, a ata da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) revelou uma autoridade significativamente mais preocupada quanto a um eventual aumento das pressões inflacionárias no cenário macroeconômico brasileiro.
No mercado de commodities, o dia também é de queda nas cotações das principais matérias-primas, como produtos agrícolas, ouro e cobre. O petróleo segue a tendência e cai nesta tarde: em Nova York, o barril é negociado a US$ 73,16, desvalorização de 5,18%.
Dólar
Com o pessimismo nos mercados acionários, o dólar opera com valorização de 2,11%, cotado a R$ 1,886 na venda.