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SÃO PAULO – Com novos resultados corporativos e indicadores econômicos frustrando as expectativas dos investidores lá fora, a quinta-feira (4) segue de trajetória negativa às principais bolsas do mundo, e a brasileira não é exceção.
Entre os destaques de queda estão os papéis de Mastercard e Kellog, que caem forte em Wall Street após as empresas terem reportado lucros abaixo do esperado. As ações da Boeing também figuram na ponta negativa dos índices por lá, após a companhia ter se mostrado pessimista quanto à demanda por seus aviões em 2010.
No lado da agenda, a produtividade no mercado de trabalho norte-americano, excluindo o setor agropecuário, avançou no quarto trimestre de 2009, mas é ofuscada pelo Initial Claims: o número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA na última semana ficou muito acima das projeções traçadas anteriormente pelo mercado.
Por aqui, o grande evento do dia era a divulgação da ata do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) referente à reunião de 27 de janeiro, quando o colegiado manteve inalterada a taxa Selic em 8,75% ao ano. O documento revelou uma autoridade significativamente mais preocupada quanto a um eventual aumento das pressões inflacionárias no cenário macroeconômico brasileiro.
Treasuries e petróleo
A aversão ao risco provoca forte alta no preço dos títulos de 10 anos do Tesouro norte-americano, cujo rendimento, com isso, trilha movimento de queda. Já o risco-país sobe 11 pontos frente ao fechamento da última sessão, a 234 pontos.
No mercado de commodities, o dia é de queda nas cotações das principais matérias-primas, como produtos agrícolas, ouro e cobre. O petróleo segue a tendência e também cai nesta tarde: em Nova York, o barril é negociado a US$ 73,90, desvalorização de 2,66%.
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Câmbio e renda fixa
Refletindo também a instabilidade nos mercados, o dólar comercial mantém desde o começo de suas negociações forte trajetória ascendente. Nesta tarde, a moeda norte-americana opera com valorização de 1,57%, negociada a US$ 1,873 na venda.
Por sua vez, as taxas de juros futuros negociadas na BM&F Bovespa trilham tendência predominante de queda.
Ibovespa em forte queda
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, apresenta baixa de 2,71% nesta tarde e atinge 65.288 pontos. O volume financeiro é de R$ 3,400 bilhões.
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O principal destaque negativo fica com as ações ordinárias da Natura (NATU3), que registram desvalorização de 5,22% e são cotadas a R$ 33,41. Com essa variação, a baixa acumulada desde o início do ano chega a 7,99%.
As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
| Cód. | Ativo | Cot R$ | % Dia | % Ano | Vol1 |
|---|---|---|---|---|---|
| NATU3 | Natura ON | 33,41 | -5,22 | -7,99 | 15,29M |
| PCAR5 | Pao de Açucar PNA | 60,50 | -4,89 | -6,95 | 17,45M |
| OGXP3 | OGX Petróleo ON | 18,08 | -4,84 | +5,73 | 232,45M |
| TAMM4 | TAM PN N2 | 33,71 | -4,64 | -11,39 | 23,46M |
| CCRO3 | CCR Rodovias ON | 38,61 | -4,43 | -3,21 | 12,08M |
A única alta dentre as ações que compõem o Ibovespa é a da Redecard:
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| Cód. | Ativo | Cot R$ | % Dia | % Ano | Vol1 |
|---|---|---|---|---|---|
| RDCD3 | Redecard ON | 27,29 | +1,07 | -5,90 | 18,00M |
* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)