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SÃO PAULO – Na média, a safra de resultados corporativos referentes ao segundo trimestre de 2006 não mostrou grandes surpresas no que diz respeito à geração operacional de caixa.
Levantamento realizado pela InfoMoney com a performance de 71 de companhias não-financeiras do país mostrou um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) agregado de R$ 39,900 bilhões no período, superando a média das projeções dos analistas consultados em apenas 1,48%.
Equilíbrio
Da amostra total, 26 companhias (ou cerca de 36,6%) apuraram geração operacional de caixa superior às estimativas, enquanto outras 29 tiveram Ebitda menor do que o esperado, evidenciando um equilíbrio entre surpresas positivas e negativas. Para as demais empresas, esta conta ficou em linha com as projeções.
Em termos relativos, o principal destaque esteve com o Ebitda da Petroflex, que ultrapassou em 307% as estimativas dos analistas consultados. Ênfase também para a geração operacional de caixa da Petroquímica União no segundo trimestre, 135,87% acima das expectativas.
Por outro lado, Perdigão e Vivo Participações configuraram algumas das surpresas desagradáveis, com Ebitdas 70,45% e 50,64% abaixo das projeções, respectivamente.
Sobre as grandes
Entre as maiores empresas do país, a Petrobras teve uma geração operacional de caixa 1,86% maior do que o esperado, enquanto a da Vale ficou 18,75% acima das projeções.
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Metodologia
Considerou-se acima do esperado o Ebitda que ficou, pelo menos, 2% acima da média das projeções dos analistas consultados pela InfoMoney. De forma análoga, números que ficaram mais de 2% aquém das estimativas foram classificados como abaixo do esperado.