Balanço da siderúrgica

Usiminas (USIM5) tem baixa de 77% no lucro no 2º trimestre e projeta vendas de até 1,05 mi toneladas de aço

Resultado veio em linha com as projeções do consenso de mercado

Por  Felipe Moreira -

A Usiminas (USIM5) registrou lucro líquido de R$ 1,060 bilhão no segundo trimestre de 2022 (2T22), cifra 77% inferior ao reportado em igual etapa de 2021 e 16% abaixo do primeiro trimestre deste ano, informou a siderúrgica nesta manhã de sexta-feira (29).

A empresa atribui o desempenho as “perdas cambiais registradas no fechamento do trimestre, parcialmente compensado pelo melhor lucro operacional antes do resultado financeiro no período”.

A siderúrgica ainda projeta vendas entre 950 a 1.050 mil toneladas no próximo trimestre.

O lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado totalizou R$ 1,930 bilhão no 2T22, um recuo de 62% em relação ao 2T21, mas alta de 24% frente ao 1T22.

Já a margem Ebitda (Ebitda sobre receita líquida) ajustada atingiu 23% entre abril e junho, baixa de 30 pontos percentuais (p.p.) frente a margem registrada em 2T21 e alta de 3 p.p frente ao 1T22.

A receita líquida da Usiminas somou R$ 8,531 bilhões no segundo trimestre de 2022, um recuo de 11% na comparação com mesmo período de 2021, mas crescimento de 9% em relação ao primeiro trimestre deste ano.

A projeção Refinitiv era de um lucro de R$ 1,075 bilhão, Ebitda de R$ 1,932 bilhão e receita líquida de R$ 8,337 bilhões.

O volume de vendas de aço totalizou 1,088 milhão de toneladas no 2T22, um recuo de 17% em relação ao 2T21 e de 4% frente ao 1T22.

Já as vendas de minério de ferro somaram 2,4 milhões de toneladas no período, avanço de 16% frente ao 2T21 e de 48% na comparação com o trimestre anterior.

O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 248,1 milhões no segundo trimestre de 2022, revertendo ganhos financeiros de R$ 1,332 bilhão na mesma etapa de 2021.

Segundo a Usiminas, o resultado foi negativo em função de perdas cambiais líquidas de R$ 307 milhões no trimestre, ante ganhos cambiais líquidos no trimestre anterior.

O lucro bruto atingiu a cifra de R$ 2,187 bilhões no segundo trimestre de 2022, um recuo de 40% na comparação com igual etapa de 2021, mas uma elevação de 28% em relação ao primeiro trimestre de 2022.

A margem bruta foi de 25,6% no 2T22, baixa de 12,3 p.p. frente a margem do 2T21 e alta de 3,8 p.p. frente ao 1T22

As despesas gerais e administrativas somaram R$ 147 milhões no 2T22, um crescimento de 12,8% em relação ao primeiro trimestre de 2022.

Dívida e Capex

A Usiminas investiu R$ 10,031 bilhões no segundo trimestre deste ano, um aumento de 28% na comparação ano a ano e de 50% na base trimestral.

Em 30 de junho de 2022, a dívida líquida da companhia era de R$ 455 milhões, revertendo caixa líquido de R$ 220 milhões da mesma etapa de 2021.

O indicador de alavancagem financeira, medido pela dívida líquida/Ebitda ajustado, ficou em 0,05 vez em junho/22, alta de 0,07 vez em relação ao mesmo período de 2021.

Retorno da Operação do Alto Forno 2 e Atualização sobre Coquerias

O Conselho de Administração da empresa aprovou o retorno da operação do Alto-Forno nº 2 da Usina de Ipatinga (AF2), previsto para ocorrer até o final de outubro de 2022. O CAPEX total envolvido nos reparos deste Alto-Forno foi mantido em R$ 35 milhões.

Segundo comunicado, a decisão de retomada do AF2 é baseada na programação de produção e estoque de placas da Companhia, tendo em vista a expectativa de parada do Alto Forno nº 3 prevista para abril de 2023.

Adicionalmente, a Usiminas informa que, não obstante a decisão sobre o retorno da operação do AF2, as coquerias da Usina de Ipatinga permanecem apresentando menor disponibilidade de produção e que esforços e medidas mitigadoras estão em curso no momento. Essa situação tem gerado para a companhia a necessidade de adquirir coque em volumes superiores aos usuais, além de um volume adicional de gás natural para suprir o déficit de produção interna de gases, o que deve ser mantido pelo período em que as coquerias apresentarem desempenho operacional abaixo do padrão.

A companhia espera recuperação gradativa do desempenho das coquerias com efeito mais relevante no 2º semestre de 2023. A necessidade de medidas adicionais em relação às coquerias ainda está em avaliação pela companhia.

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