Kora Saúde (KRSA3) reverte lucro e tem prejuízo líquido ajustado de R$ 12 milhões no 3º tri

A receita líquida avançou 58% em relação ao terceiro trimestre de 2021, para R$ 511,2 milhões

Equipe InfoMoney

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A Kora Saúde (KRSA3) reverteu lucro ajustado de R$ 5,3 milhões de um ano antes e teve prejuízo líquido ajustado de R$ 12 milhões no terceiro trimestre de 2022 (3T22). Já o prejuízo atribuído aos acionistas de R$ 55,4 milhões, quase quatro vezes o prejuízo de R$ 14,7 milhões apresentado no 3T21. A companhia destaca que os valores ajustados levam a uma maior visibilidade sobre a rentabilidade recorrente de seus negócios operacionais, com o ajuste de despesas não-caixa e itens não recorrentes.

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado teve alta de 41% no ano, para R$ 110,8 milhões. A receita líquida avançou 58% em relação ao terceiro trimestre de 2021, para R$ 511,2 milhões, levando a uma redução da margem Ebitda ajustada de 24,2% no 3T21 para 21,7% no 3T22.

O crescimento da receita líquida foi positivamente impactado por: (i) crescimento orgânico na base de hospitais já existentes; (ii) aumento na taxa de ocupação (74,8% no 3T22 vs. 71,0% no 3T21) e (iii) aumento da receita de serviços apoio diagnóstico e terapêutico (SADT), através da crescente performance de análises clínicas, radiologia e infusões oncológicas, destacou a companhia.

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Comparado ao 2T22, a receita líquida teve leve queda de 1,5%, com redução na taxa de ocupação (74,8% no 3T22 versus 76,8% no 2T22) que, por sua vez, foi parcialmente compensada pelo aumento do ticket médio (+1,2% ante o 2T22) e crescimento na receita de tratamentos de oncologia, que totalizou R$ 29,3 milhões no 3T22 (+19% ante 2T22).

Os custos dos serviços prestados totalizaram R$ 402,8 milhões no 3T22, expansão anual de 70%. A companhia destacou que as aquisições feitas nos últimos 12 meses pressionam temporariamente os custos e despesas operacionais, uma vez que os hospitais adquiridos apresentam margens menores que a base de “mesmos hospitais”. A elevação dos custos, aponta a empresa, se relaciona principalmente ao crescimento da receita, à pressão temporária dos hospitais recém adquiridos e aos investimentos na contratação de novas especialidades médicas em prontos-socorros para tornar tais operações mais robustas.

A dívida bruta ficou estável em R$ 2,1 bilhões e o saldo de caixa e equivalentes totalizou R$ 437 milhões.