Balanços em destaque

Hypera (HYPE3) lucra R$ 455,5 milhões no 2º trimestre de 2022, queda de 5% na base anual

Já o Ebitda das operações continuadas foi de R$ 683,3 milhões no período, um avanço de 15,4% sobre igual período de 2021

Por  Felipe Moreira -

A Hypera (HYPE3) divulgou lucro líquido das operações continuadas de R$ 455,5 milhões no 2º trimestre deste ano (2T22), o que representa uma redução de 5% em relação ao mesmo período de 2021, informou a companhia na noite desta quinta-feira (28).

Já o lucro antes de juros, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) das operações continuadas foi de R$ 683,3 milhões no 2T22, um avanço de 15,4% sobre o 2T21.

Os números ficaram acima do esperado. A projeção Refinitiv era de um lucro de R$ 409 milhões e Ebitda de R$ 640 milhões.

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A receita líquida somou R$ 1,895 bilhão no segundo trimestre de 2022, um crescimento de 25,8% na comparação com igual etapa de 2021. A projeção Refinitiv era de receita líquida de R$ 1,86 bilhão.

A empresa diz que o crescimento da receita foi “impulsionado principalmente pelo crescimento de 25,0% do sell-out orgânico, ou 6,5 p.p. [pontos percentuais] acima do crescimento do mercado, o maior patamar de crescimento de sell-out já registrado pela companhia em um trimestre, que foi favorecido sobretudo pelo desempenho registrado nos meses de maio e junho”.

O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 210,4 milhões no segundo trimestre de 2022, uma elevação de 192,4% sobre as perdas financeiras na mesma etapa de 2021.

De acordo com a Hypera, a variação é resultado do aumento das despesas com juros no período, consequência do maior endividamento bruto da companhia, decorrente principalmente das emissões de debêntures para o pagamento pelas aquisições recentes e do aumento da taxa Selic.

O lucro bruto atingiu a cifra de R$ 1,208 bilhão no segundo trimestre de 2022, um aumento de 22,3% na comparação com igual etapa de 2021. A margem bruta foi de 63,7% no 2T22, baixa de 1,8 p.p. frente a margem do 2T21.

As despesas gerais e administrativas somaram R$ 70,5 milhões no 2T22, um crescimento de 19,2% em relação ao mesmo período de 2021.

O fluxo de caixa operacional alcançou o montante de R$ 535,1 milhões no segundo trimestre de 2022, um avanço de 31,4% frente ao mesmo período do ano passado.

Em 30 de junho de 2022, a dívida líquida da companhia era de R$ 6,609 bilhões, um recuo de 1,5% na comparação com março de 2021.

O indicador de alavancagem financeira, medido pela dívida líquida/Ebitda ajustado, ficou em 2,5 vezes em junho/22.

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