Temporada de balanços

EspaçoLaser (ESPA3) tem baixa de 79,4% no lucro ajustado no 1º tri de 2022, para R$ 6,5 mi

Já a receita líquida somou R$ 232,9 milhões entre janeiro e março deste ano, alta de 31,7% na comparação com igual etapa de 2021.

Por  Felipe Moreira

A Espaçolaser (ESPA3) registrou baixa de 79,4% no lucro ajustado no 1º trimestre de 2022 na comparação anual, para R$ 6,5 milhões.

A receita líquida somou R$ 232,9 milhões entre janeiro e março deste ano, alta de 31,7% na comparação com igual etapa de 2021.

O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 29 milhões no primeiro trimestre de 2022, uma elevação de 118% frente a mesma etapa de 2021. O aumento se deu, principalmente, pela elevação de 79% no endividamento bruto da companhia (em decorrência dos investimentos em expansão e alongamento de prazos aos clientes) combinado ao aumento significativo da taxa base de juros que é utilizada como referência para o custo de financiamento da Companhia.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado foi de de R$52,2 milhões, uma queda de 15,3% na comparação anual. A margem Ebitda (Ebitda sobre receita líquida) ajustada caiu 12,4 pontos percentuais, indo para 22,4%, refletindo os efeitos da expansão acelerada, combinado às ações promocionais do 1T22, afirmou a companhia.

O lucro bruto atingiu a cifra de R$ 104,5 milhões no primeiro trimestre de 2022. A margem bruta foi de 44,9% no 1T22, baixa de 6,2 p.p. frente a margem do 1T21.

As despesas operacionais somaram R$ 50,3 milhões no 1T22, ou 21,6% da receita líquida do período, aumento de 5,5 p.p quando comparado ao 1T21.

A companhia registrou geração de caixa operacional ajustado de R$ 45,8 milhões, comparado a uma geração de caixa de R$ 20,8 milhões no mesmo período do ano anterior, refletindo um menor consumo de capital de giro em decorrência principalmente da redução nos prazos de recebimento e da redução do número de abertura de lojas próprias.

No 1T22, a Espaçolaser investiu R$ 24 milhões, representando uma redução de 26% em relação ao 1T21, apesar de manter os investimentos em expansão da rede em níveis similares.

A dívida líquida da companhia ficou em R$ 670 milhões no final de março de 2022, aumento de R$ 493,3 milhões comparado ao 1T22, refletindo a aquisição das 100 franquias, aquisição da participação remanescente das controladas e aceleração do plano de expansão, dado que as lojas demandam um maior volume de capital giro nos estágios iniciais de vida.

O indicador de alavancagem financeira, medido pela dívida líquida/Ebitda ajustado, ficou em 2,2 vezes em março/22.

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