Resultado do IPCA reforça previsão de redução na Selic em abril

Relatórios da LCA e Rosenger & Associados reafirmam percepção de "inflação bem comportada" no começo do ano

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SÃO PAULO – Referência de peso na política monetária brasileira, o resultado do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) referente ao mês de março não chegou a ser uma surpresa para o mercado.

Segundo o último relatório Focus, a mediana das projeções era 0,25%, apenas 0,05 ponto percentual acima da que foi efetivamente apurada no resultado oficial. Porém, como abril é mês de reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), os números ganham maior importância por ajudar a prever a taxa Selic.

Impactos na decisão

“O resultado de hoje reafirma que a pressão observada em fevereiro foi apenas sazonal, bem como evidencia a evolução benigna do grupo Alimentação & Bebidas”, observou a equipe da LCA Consultores.

“A performance no varejo, associada à evolução benigna dos preços no atacado, aumentam as chances de um corte na Selic de 150 pontos-base na próxima reunião”, concluíram os analistas, que ainda citaram os números do IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) de março.

A equipe de economia da Rosenberg & Associado sugeriu opinião semelhante quanto à flexibilização da política monetária, apesar de não deixar clara a magnitude esperada do ajuste. Para ela, a desaceleração inflacionária já está mais do que consolidada e o IPCA “não deverá preocupar tanto neste ano”.