Resultado do IPCA-15 é visto com surpresa e abre espaço para palpites sobre Copom

Analistas esperavam inflação acima do mostrado em março e enxergam que resultado pode abrir espaço para juro menor

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SÃO PAULO – Conhecido por ser uma prévia da inflação oficial brasileira, o resultado do IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) chamou atenção pela manhã ao vir muito abaixo do esperado pelos analistas.

Segundo os números publicados nesta quarta-feira (25), o índice revelou alta de 0,11% em março, o que equivale a uma taxa 0,52 ponto percentual inferior do que a mostrada no mês passado.

A performance observada no trimestre também indica que a pressão inflacionária ficou mais amena nos primeiros meses do ano – a variação trimestral foi de 1,14% em 2009, enquanto no ano passado a alta beirou 1,58%.

O que aconteceu com os preços?

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a desaceleração esteve atribuída principalmente ao grupo Educação, que mostrou diluição dos reajustes nas mensalidades escolares, vivido no começo do ano.

O grupo Alimentação & Bebidas deu continuidade à descompressão registrada entre janeiro e fevereiro, encerrando março com alta de 0,21%. O núcleo de médias aparadas com suavização partiu de 0,35% para 0,32% na passagem mensal.

Analistas estão surpresos

Segundo a análise da LCA, a prévia do IPCA ficou abaixo das projeções da corretora, que esperava alta de 0,26% na versão quinzenal. O Santander projetava avanço de 0,24%, enquanto a Gradual via espaço para 0,41%.

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“Avaliamos que esse resultado sinaliza para um IPCA abaixo da mediana presente no último relatório Focus do Banco Central, que apontava uma alta esperada de 0,30%”, lembrou o time da LCA. A consultoria ressaltou ainda que isso poderá fomentar menores expectativas de inflação, além de influenciar na percepção sobre o juro básico.

Para a Graudal, os índices mais recentes apontam para uma trajetória benigna da inflação doméstica. “Este movimento reitera o cenário de desaceleração econômica e joga mais pressão sobre a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) de abril, no sentido de uma política monetária expansionista”.