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SÃO PAULO – Apesar de estar no foco do noticiário em função da disputa pela aquisição de seu controle, a Vivo (VIVO4) se destaca nesta quarta-feira (28) também em função dos resultados reportados. Para os analistas, os números foram positivos, com destaque para o crescimento da receita, que superou estimativas.
Para Luciana Leocadio, da Ativa, a receita de serviços puxou o bom resultado, com destaque para o avanço de 72% na base anual em dados, “segmento em que a empresa vem concentrando esforços de crescimento”. A analista acredita que o resultado deve contribuir com o desempenho do papel nesta sessão, mas lembra que o principal driver ainda é o fechamento do acordo entre PT e Telefónica.
Market share
A analista Beatriz Batelli, da Brascan, também considerou os resultados positivos, ressaltando o crescimento na base de assinantes, que foi superior à expansão do mercado no período, o que resultou em elevação no market share – aumento de 0,12 ponto percentual no trimestre, alcançando 30,24%.
Outro ponto que mereceu destaque de Beatriz foi a melhora no ARPU (receita média mensal por usuário), que ficou em R$ 25. A analista da Ativa também destacou esse ponto, e considerou o ARPU “robusto”. Embora abaixo das estimativas de Michel Morin e Daniel Spilberg, do Barclays, os dois analistas também também comemoraram a receita média.
Eles também lembraram que a Vivo continua liderando o setor na maioria das métricas, com 2 milhões de assinaturas no período – vistas como “particularmente impressionantes” no segmento pós-pago – além de liderar nas pesquisas de qualidade coordenadas pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).
Lucro, receita e geração de caixa
A receita líquida mostrou crescimento de 4% na base trimestral, e veio acima das projeções da Brascan, do Barclayas e da Ativa. A equipe do Barclays lembrou que o crescimento das receitas de serviço veio em linha com o comentário dos gestores na teleconferência do primeiro trimestre, que esperavam que um aumento na atividade de recarga iria se transferir em crescimento acima de dois dígitos na receita.
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“Apesar de maiores despesas comerciais neste trimestre, a companhia conseguiu manter a margem Ebitda (relação percentual entre geração operacional de caixa e receita líquida) em linha com a reportada nos primeiros três meses do ano”, afirma Beatriz. O Ebitda de R$ 1,34 bilhão bateu as expextativas das três equipes, assim como a margem Ebitda.
Recomendações
A Ativa possui recomendação de compra para a empresa, com preço-alvo de R$ 68 por ação. Já a equipe da Brascan reiterou a recomendação outperform (retorno esperado da ação excede em ao menos 5 pontos percentuais o retorno projetado para o Ibovespa), e afirmou que irá efeturar mudanças no modelo em breve. O preço-alvo é de R$ 61,83.
Já a equipe do Barclays possui recomendação underweight para o papel.