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SÃO PAULO – A Cemig (CMIG4) revelou na última sexta-feira (13) seu resultado operacional do segundo trimestre, revelando lucro líquido de R$ 290 milhões, recuo de 44,54% em relação ao mesmo período de 2009, cifra recebida de maneira pessimista pela equipe do Citi, a qual pretere os papéis da companhia aos de suas concorrentes.
“Nós não aumentaríamos posições neste momento e permanecemos preocupados com a estratégia corporativa após as eleições de outubro, o preços das recentes aquisições e as perspectivas de custo”, disparam Marcelo Britto e Tathiana Reis. “Favorecemos companhias privadas de eletricidade (Tractebel, Eletropaulo, CPFL, Energias do Brasil) sobre estatais”.
Argumentos e números
Segundo a companhia, a redução no lucro líquido deve-se à “redução de receita de R$ 64.586, decorrente da revisão tarifária periódica” e a um “acordo feito pela Cemig Distribuição com consumidor industrial em função de ação judicial relacionada a reajuste tarifário”.
No tocante ao Ebitda (geração operacional de caixa) e à receita líquida, os desempenhos também foram inferiores aos do último ano. O primeiro montante totalizou R$ 874 milhões, 15,6% inferior na base anual e 10,7% abaixo das projeções do Citi. Já a segunda cifra mostrou variação negativa de 0,60%, ao somar R$ 2,954 bilhões, cifra 11% inferior às projeções dos analistas do banco.