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BRF (BRFS3) reverte lucro em prejuízo de R$ 1,5 bilhão no 1º trimestre

Resultados consolidados do primeiro trimestre traduzem um contexto de muitos desafios, especialmente no mercado Brasil, diz empresa

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(Divulgação/BRF)

A BRF (BRFS3) registrou um prejuízo líquido, seja societário ou de operações continuadas, de R$ 1,5 bilhão, revertendo lucro de R$ 22 milhões de um ano antes.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi de R$ 121 milhões, queda de 90,2%, com margem de 1% (queda de 10,6 pp).

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Enquanto isso o Ebitda societário somou R$ 152 milhões, uma queda de 88,2%, com margem de 1,3% (menos 10,9 pp).

A empresa atribui o prejuízo à redução “nominal do EBIT (-R$ 1,155 bilhão a/a), consequência dos impactos one-off, sendo R$ 422 milhões na cadeia produtiva e R$ 406 milhões em hedge de commodities, e queda dos preços líquidos no mercado interno e chinês.

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Além disso, destacou o impacto negativo do efeito líquido dos resultados financeiros em R$ 172 milhões; e R$ 242 milhões em maiores despesas com tributos sobre o lucro, decorrente principalmente de diferenças tributárias permanentes nas subsidiárias do exterior e da não ativação de prejuízos fiscais.

Mais sobre o balanço da BRF

A receita líquida somou R$ 12,041 bilhões, aumento de 13,7%. O volume total no período cresceu 7%.

Conforme a empresa, os resultados consolidados do primeiro trimestre traduzem um contexto de muitos desafios, especialmente no mercado Brasil.

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“Além da inflação global de custos potencializada pelo conflito Rússia vs Ucrânia, as vendas no varejo performaram abaixo do planejado, sobrecarregando estoques e toda a cadeia de produtiva com impactos em custos logísticos e perdas”, acrescentou a empresa.

No mais, a BRF ressaltou que foram necessárias medidas de ajuste de oferta e priorização de volumes (promoções), como forma de readequar o fluxo operacional, amplificando a redução de rentabilidade observada no período.

Segundo a empresa, como forma de encarar os desafios da indústria, ajustando a cadeia produtiva, ocorreram os seguintes efeitos: redução de estoques das nossas operações; redução de produção e ajustes na cadeia do agronegócio.

“Tais ações tiveram impacto negativo em R$ 422 milhões em efeitos não-recorrentes no trimestre, sendo R$193 milhões em redução de receita e R$ 229 milhões em aumento de custo”, detalhou a empresa.

Mais operacional

O lucro bruto da BRF totalizou R$ 1,113 bilhão nos três primeiros meses de 2022, recuo de 46,9% em relação ao mesmo trimestre de 2021. A margem bruta foi de 9,2% no 1T22, uma redução de 10,5 p.p. na comparação anual.

As despesas operacionais totais atingiram R$ 1,637 bilhão nos três primeiros meses deste ano, aumento de 7,9% sobre as despesas da mesma etapa do ano passado.

O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 774 milhões no 1T22, elevação de 28,5% em relação ao mesmo período de 2021.

O consumo de caixa totalizou R$ 3,691 bilhões no primeiro trimestre de 2022, contra geração de caixa de R$ 707 milhões na mesma etapa de 2021.

A dívida líquida da companhia ficou em R$ 12,588 bilhões no final de março de 2022, uma redução de 17,8% em relação ao mesmo período de 2021.

O indicador de alavancagem financeira, medido pela dívida líquida/Ebitda ajustado, ficou em 2,83 vezes em março/22, queda de 0,13 vez em relação ao mesmo período de 2021.

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