Resgate e benefício: você sabe o que estes termos significam?

Usados como sinônimos, eles refletem períodos distintos do seu investimento em um plano de previdência

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SÃO PAULO – Resgate e benefício: se você está pensando em investir em um plano de previdência privada, ou já investe, certamente já ouviu falar destes dois termos. Mas provavelmente ainda se confunde com eles! A verdade é que muitas vezes eles são erroneamente utilizados como sinônimos, quando na verdade identificam dois momentos bem distintos.

Ao contratar um plano de previdência, você tem como objetivo acumular uma quantia suficiente que permita garantir o seu sustento ao se aposentar. Mas, como ninguém consegue juntar um pé-de-meia sem poupar, para que isso seja possível você deve efetuar depósitos ao seu plano de previdência.

Estes depósitos, também conhecidos como contribuições, podem ser feitos de forma periódica (todo mês, trimestre, ou semestre) ou esporádica, de acordo com a sua escolha. Uma vez investidos, esses recursos crescem, de forma que você acumula uma reserva financeira. Quanto maior esta reserva, maior será a renda mensal que você irá receber ao se aposentar.

Duas fases: um objetivo

Ao aplicar o seu dinheiro em um plano de previdência, você deve analisar dois períodos distintos. O primeiro deles é o período que vai desde a data em que você começou a aplicar no plano, até o momento em que decide se aposentar. Este período é conhecido como fase de acumulação, pois é nesta época que você efetua os depósitos ao plano e acumula o seu pé-de-meia.

O segundo período do plano de previdência inicia logo após a sua aposentadoria e, por motivos óbvios, se chama período de resgate. A duração deste período depende da sua decisão ao contratar o plano de previdência. Se você contratou o plano com o intuito de receber uma renda mensal por um determinado período de tempo, digamos até os 70 anos, ou se adquiriu um plano com renda perpétua.

Assim, um jovem com 20 anos, que começa a investir em um plano de previdência e planeja se aposentar aos 60 anos, terá um período de acumulação de 40 anos. Já a duração do período de resgate será de 10 anos para quem contratou a renda por tempo definido, ou função da expectativa de vida da pessoa no caso de renda perpétua.

Resgate e benefício

Se, por alguma razão, esse mesmo jovem decidir não esperar até a data da sua aposentadoria, ou seja, até o final do seu período de acumulação, para sacar o dinheiro que aplicou no plano de previdência, ele terá que fazer o que chamamos de resgate. Esse resgate pode ser integral ou parcial, e estará sujeito à tributação na fonte. Assim, o termo resgate é usado quando falamos de saques antecipados feitos em um plano antes do término da fase de acumulação.

Em contrapartida, os benefícios são os pagamentos mensais na forma de renda, que o jovem irá receber após a sua aposentadoria. Assim, o termo benefício é usado para definir o pagamento feito durante a fase de resgate do plano de previdência. E, é exatamente por isso, pelo fato de se referir à fase de resgate, que leva muitas pessoas a tratarem resgate e benefício como sinônimos, quando na verdade não são.

Mas, lembre-se: os planos de previdência são desenhados para quem investe no longo prazo, pois têm como objetivo garantir uma renda para quando você se aposentar. Nesse sentido, o ideal é que você evite, de qualquer forma, os resgates durante a fase de acumulação, pois eles irão comprometer o acúmulo da sua reserva financeira e, consequentemente, o valor dos benefícios que você irá receber durante a sua aposentadoria.