Publicidade
SÃO PAULO – O resgate da confiança é essencial para a recuperação dos mercados internacionais, visto que sem ela a retração por parte do mercado consumidor pode ser ainda maior e as empresas não voltarão a contratar e investir, afirmam os consultores da LCA. Segundo eles, a confiança ainda não tem se apresentado nessa conjuntura, e os riscos de uma tendência mais negativa da economia global tendem a aumentar.
O cenário ainda é de uma grave estagnação econômica dos países desenvolvidos, com a crise fiscal europeia se desdobrando negativamente, o que leva a um prolongamento da crise financeira por todo o mundo, de acordo com a consultoria.
A grave crise na atividade econômica na Europa, com forte queda dos índices de confiança pessoal e corporativa nos últimos meses e a taxa de desemprego chegando novamente à casa dos 10%, levaram a um enfraquecimento ainda maior do consumo.
Para os EUA, os mercados esperam medidas de estímulo monetário visando salvaguardar os bancos contra as crises das dívidas soberanas dos países da Europa. Uma nova rodada de QE (Quantitative Easing) pelo Federal Reserve é esperada, mesmo num contexto em que se espera manutenção dos riscos de deflação, afirma a LCA em relatório.
Espera-se que outras medidas de estímulo sejam adotadas também no âmbito fiscal, com um conjunto de ações que visam “estimular a criação de empregos e garantir o equilíbrio das contas públicas de longo prazo.”
Aumento das isenções tributárias sobre a folha de pagamentos e investimentos em infraestrutura, anunciadas pelo presidente Obama na segunda-feira (5) dão como certas as iniciativas no sentido de ativar a economia americana, observa a equipe de consultores. Desse modo, o resgate da confiança é um desafio para as autoridades, e cabe a elas o anúncio de medidas que visem restaurá-la nesse cenário de fragilidade conômica.
Continua depois da publicidade
Ações de bancos em queda
As ações do setor bancário foram as mais prejudicadas diante dessa conjuntura, reagindo à decisão da FHFA (Agência Federal de Financiamento à Habitação dos EUA) de punir as instituições financeiras por não terem informado aos clientes os riscos de se investir em aplicações lastreadas às hipotecas, além da percepção de que a crise das dívidas soberanas dos países europeus pode levar vários bancos à uma situação de insolvência.