Reservas internacionais devem aumentar em relação a 2012, afirma Febraban

Com relação ao superávit primário, apesar das expectativas de aumento, situação é ainda é bem inferior em relação a 2011

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SÃO PAULO – Com uma perspectiva mais positiva de crescimento em 2012, as reservas internacionais do Brasil devem mostrar um aumento importante em relação a 2011, revelou a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) em anúncio de sua Pesquisa Febraban de Projeções Macroeconômicas e Expectativas de Mercado nesta quarta-feira (1).

Segundo os novos números, as reservas deverão se situar em US$ 378,9 bilhões em 2012, um cenário um pouco abaixo da expectativa divulgada em dezembro, de US$ 379 bilhões. No ano anterior, as reservas internacionais efetivas foram de US$ 352 bilhões.

“Essa perspectiva de aumento nas reservas ocorre pelo aumento da atuação do Banco Central em comprar boa parte dos recursos, o que deve conter a taxa de câmbio”, avalia o economista-chefe da Febraban, Rubens Sardenberg, o qual presidiu uma coletiva de imprensa sobre o assunto nesta quarta-feira (14). Segundo a pesquisa, o cenário aponta para uma depreciação da taxa de câmbio em relação ao cenário anterior, com o dólar passando de R$ 1,76 para R$ 1,79.

Apesar da perspectiva mais positiva, a expectativa é de que o risco Brasil apresente elevação, passando dos 192,1 pontos neste ano, com alta em relação aos 186,1 pontos estimados em dezembro.

Superávit da balança comercial também recuará
Já as expectativas quanto à balança comercial também se deterioraram quando comparadas a 2011, apesar do aumento nas projeções para este ano – o superávit deverá ser de US$ 20,4 bilhões, superior aos US$ 17,6 bilhões projetados na pesquisa de dezembro, mas bastante inferior ao total de 2011, de US$ 29,8 bilhões.

De acordo com Sardenberg, a redução deve ocorrer principalmente em razão da preço dos preços da commodities, item este que apresenta grande peso nas exportações brasileiras. Já o resultado para 2013 deve ser ainda menor, com um saldo na balança comercial de apenas US$ 15,8 bilhões.

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“Apesar do cenário de certa melhora, o superávit será um pouco pior do que o ano passado. O volume de exportação será menor, haverá um impacto do preço menor das commodities. Desse modo, o déficit em conta corrente irá subir, mas será totalmente financiado pelo IED (Investimento Estrangeiro Direto)”, projeta o economista.

Questão fiscal em pauta
Com relação ao cumprimento da meta de superávit primário, a expectativa é de uma manutenção ou de uma pequena redução da relação ente a dívida e o PIB. ” Há apostas concretas de cumprimento da meta, mas nem sempre ela ocorre da maneira mais adequada, como no caso onde há o corte de investimentos ou aumento de receitas”. Por outro lado, o economista avalia que há pouca margem de manobra para a realização de uma política fiscal ainda mais dura pra promoção de uma queda ainda maior nos juros.

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Lara Rizério
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Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.