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SÃO PAULO – Em entrevista à agência de notícias norte-americana CNBC, Charles Schumer, senador democrata de Nova York, afirmou que o Congresso dos EUA não aprovará novos acordos de ajuda ao sistema financeiro ao menos que os bancos criem planos para aumentar as linhas de empréstimos aos consumidores e que sejam colocados novos limites para os salários dos executivos.
Sobre o mesmo assunto, um dos mais importantes parlamentares republicanos foi além: disse que os Estados Unidos deveriam deixar alguns bancos grandes afetados pela crise falirem em vez de comprometer mais recursos federais para ajudá-los.
Na visão do senador Richard Shelby, principal republicano da ala do comitê bancário, o país não deveria imitar o Japão, que em 1990 protegeu os bancos falidos ao mesmo tempo que prolongou a crise econômica que assolava o país.
“Deixá-los falir, deixá-los fora dos negócios. Se eles estão mortos, eles devem ser enterrados”, afirmou Shelby em entrevista à agência de notícias norte-americana ABC. “Nós enterramos os bancos pequenos. Nós temos que enterrar alguns grandes e mandar uma forte mensagem ao mercado”, reiterou o republicano.
Nada de aportes
O senador John McCain, que contínua sendo líder republicano após a corrida presidencial de 2008, também criticou a proposta de ajuda aos bancos formulada pelo presidente Barack Obama, apoiando a ideia de Shelby.