Representantes europeus pedem e China deve dar mais flexibilidade à sua moeda

Para os europeus, o país asiático tem responsabilidade crescente na política monetária da União Européia

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SÃO PAULO – Representantes europeus, entre eles o presidente do Banco Central, Jean-Claude Trichet, estiveram reunidos nesta quarta-feira (28) com autoridades chinesas em Pequim com a intenção de incentivar a China a permitir uma maior flexibilidade de sua moeda, o yuan.

O comissário europeu de Assuntos Econômicos e Monetários, Joaquín Almunia, afirmou durante o encontro que a União Européia necessita que a China aumente a flexibilidade de sua política cambial e assuma certas responsabilidades ao manter o equilíbrio econômico mundial.

Os europeus consideram que o país asiático mantém o yuan em níveis extremamente baixos de forma que as exportações chinesas se beneficiam de vantagens comerciais. Para eles, a China tem responsabilidade crescente na política monetária européia.

Papel maior do mercado

“A União Européia não pode ser a única a suportar a carga do equilíbrio monetário entre os dois países”, afirmou Almunia em entrevista coletiva. Além disso, o comissário pediu aos responsáveis chineses que não considerem somente a relação entre o yuan e o dólar ao alterar sua política cambial.

Nesta semana, o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, havia afirmado ao presidente francês, Nicolas Sarkozy, que a baixa taxa do yuan em relação ao euro não se deve às políticas cambiais do país, mas sim à forte alta da moeda européia nos mercados internacionais.

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No entanto, durante o encontro desta quarta-feira, Wen disse que a China deixará o mercado ter um papel maior na formação da taxa do yuan. “A China continuará a aperfeiçoar o regime cambial de forma gradual e dará um maior papel ao mercado na determinação do câmbio, levando mais flexibilidade ao yuan”, afirmou.