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SÃO PAULO – Enquanto de um lado os representantes dos consumidores criticam o encarecimento de 5,76% dos planos de saúde, por estar acima da inflação dos últimos 12 meses, a Federação Nacional de Saúde Suplementar rebateu afirmando que esse reajuste é, mais uma vez, inferior ao necessário para que o poder de compra dos contratos pudesse ser reposto.
O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) explicou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo do período está em cerca de 2,5%. Por outro lado, a Fenasaúde alegou que nenhum índice de preços pode ser utilizado para balizar os aumentos dos convênios médicos, uma vez que “os custos de assistência à saúde vêm subindo em ritmo superior ao do custo de vida, no Brasil e em qualquer País”.
Seguradoras x consumidores
Conforme a entidade representante das seguradoras, os preços dos materiais e medicamentos sobem cerca de 30% ao ano desde 2004. E por terem representatividade de 35% nos gastos totais das empresas, o impacto inflacionário foi de 10% no período. “Sem contar o aumento de diárias e taxas hospitalares, honorários médicos e introdução de novas tecnologias e tratamentos”.
Já o Idec lembrou que existe um histórico de encarecimento dos convênios médicos acima da inflação: enquanto de 2000 a 2006 a variação acumulada do IPCA foi de 70,7%, os contratos novos de planos de saúde ficaram 86,17% mais caros.
Orçamento e preço
É importante lembrar que os gastos com convênio médico representam, segundo o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), 10% do orçamento familiar.
Levando em consideração que a média das mensalidades dos planos é de R$ 82,95, com a alíquota, o preço cobrado passará a ser de pouco mais de R$ 87.
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(Com informações da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg – antiga Fenaseg)