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SÃO PAULO – Após dois dias seguidos de alta, os contratos futuros de petróleo negociados em Nova York e Londres fecharam com significativas quedas nesta quarta-feira (21). O avanço inesperado nos estoques da commodity nos Estados Unidos pressionou as cotações no mercado internacional. O discurso de Bernanke realizado durante a tarde ajudou a agravar essa trajetória.
Em Londres, a cotação do barril do petróleo Brent terminou em US$ 75,37, queda de 1,27% ante o fechamento anterior. Já em Nova York, o contrato de petróleo mais líquido, com vencimento em agosto, apresentou variação negativa próxima de 1,2%, ficando em torno de US$ 76,50.
Estoques avançam, preços recuam
Interrompendo uma sequência de três recuos semanais, os estoques de petróleo dos Estados Unidos atingiram o patamar de 353,5 milhões de barris. , por conta do avanço de 360 mil barris na passagem semanal, conforme dados pelo Departamento de Energia do país. O resultado veio divergente das projeções dos analistas, que apontavam para um recuo na casa de 1,4 milhão.
Já a quantidade de gasolina estocada na principal economia do mundo aumentou em 1,12 milhão de barris, enquanto o consenso de projeções compilado pela Reuters apontava um avanço na casa dos 900 mil barris. Os estoques de combustível destilado também mostraram crescimento maior que o esperado (3,94 milhões de barris, contra expectativa de 1,7 milhão).
Por conta do maior volume maior do que o esperado em estoque, a demanda pela commodity tende a diminuir, o que acaba pressionando os preços do petróleo no mercado internacional.
Bernanke em foco
O discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, também teve um peso negativo no rumo das cotações da commodity. Trazendo um tom mais cauteloso em suas palavrras, o chairman contrariou as projeções de muitos analistas, que esperavam o anúncio de detalhes sobre os próximos passos da estratégia de saída do BC, trazendo maior apreensão aos investidores na reta final dos negócios.
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Ofuscadoapor essas referências, a temporada de resultados corporativos teve um viés ligeiramente positivo nesta sessão. Apesar dos resultados negativos da Yahoo!, os números trimestrais reportados por Coca-Cola, Morgan Stanley e United Technologies surpreenderam os analistas. Além disso, os temores acerca de uma tempestade numa região próxima do Golfo do México também minimizaram a desvalorização do petróleo.