Repasse do imposto do cheque às províncias derruba bolsa argentina

No pregão dessa quinta-feira, as principais bolsas latino-americanas encerraram suas atividade em direções contrárias. O índice Merval de Buenos Aires operou ao longo do dia numa trajetória ascendente, mas acabou registrando queda no final das operações por conta da co-participação do imposto do cheque. Já o índice IPC do México seguiu o mercado norte-americano e […]

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No pregão dessa quinta-feira, as principais bolsas latino-americanas encerraram suas atividade em direções contrárias. O índice Merval de Buenos Aires operou ao longo do dia numa trajetória ascendente, mas acabou registrando queda no final das operações por conta da co-participação do imposto do cheque. Já o índice IPC do México seguiu o mercado norte-americano e fechou em valorização.

Co-participação do imposto do cheque assusta investidores

Na Argentina, o mercado começou a operar bastante otimista, em função de um possível acordo entre o governo federal e os governadores, e do apoio do setor bancário à reestruturação da dívida. Por outro lado, os investidores desanimaram com a notícia de que a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que determina a co-participação do imposto do cheque entre a União e as províncias, o que comprometeria o equilíbrio orçamentário do governo.

A possibilidade de um default está cada vez mais próxima, especialmente após o projeto de reestruturação da dívida, que reduzirá de 11% para 7% os juros anuais aos investidores. A credibilidade do país vizinho está num patamar de difícil recuperação, e uma das únicas saídas era a política de déficit zero, que cortaria gastos públicos para equilibrar as contas do governo. O problema é que a recessão econômica diminuiu as arrecadações ficais, e conseqüentemente compromete os repasses de verbas para as províncias. Por sua vez, os governadores vêm reivindicando sua parcela sobre os fundos da União, que não consegue cumprir com suas obrigações e atender ao déficit zero ao mesmo tempo. A medida aprovada há pouco pela Câmara faria com que as contas do governo federal se desequilibrassem, piorando ainda mais a imagem do país.

O índice Merval da bolsa de Buenos Aires apresentou uma queda de 1,07%, cotado a 234,37 pontos. Os principais destaques de desvalorização foram as siderúrgicas Acindar (-5,00%) e Siderca (-3,97%), Solvay Indupa (-4,31%), Grupo Financiero Galícia (-4,16%) e a montadora Renault (-4,00%). Já as altas mais importantes foram a Telefónica (+4,65%), Banco Santander (+4,27%) e a holding Perez Companc (+0,89%).

México sobe, seguindo bolsas nos EUA

A bolsa mexicana apresentou alta nesta quinta-feira, influenciada pelo mercado norte-americano. Nos EUA, alguns analistas declararam acreditar que o desaquecimento econômico dure menos do que o esperado, impulsionando os principais índices do país. Além disso, o mercado reagiu bem ao corte de meio ponto percentual na taxa de juros européia, realizado hoje pelo Banco Central Europeu (BCE) e Banco da Inglaterra.

O IPC da Bolsa Mexicana de Valores registrou alta de 0,12%, cotado a 5.644,62 pontos. As valorizações mais importantes foram Grupo Industrial Maseca (+6,25%), Fomento Industrial (+3,03%), a empresa de alimentos Bimbo (+1,97%) e a companhia de entretenimento Cieb (+1,41%). Em contrapartida, as principais baixas ficaram por conta do Grupo México (-2,00%), Grupo Modelo (-1,83%) e Fomento Económico (-1,17%).

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