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SÃO PAULO – De acordo com o Copom (Comitê de Política Monetária), a probabilidade de que pressões inflacionárias inicialmente localizadas venham a apresentar riscos para a trajetória da inflação doméstica aumentou.
Na ata da reunião de janeiro, divulgada nesta quinta-feira (31), o aquecimento da demanda e do mercado de fatores e a possibilidade do surgimento de restrições de oferta setoriais podem contribuir para o aumento no repasse de pressões sobre preços no atacado para os preços ao consumidor.
Inflação
Para o Comitê, as perspectivas para esse repasse, bem como para a generalização de pressões inicialmente localizadas sobre preços ao consumidor, dependem de forma crítica das expectativas para a inflação, que continuam sendo monitoradas com particular atenção.
E embora o setor externo tenha o efeito de moderar a inflação no setor transacionável, o aquecimento da demanda doméstica pode desencadear pressões inflacionárias no setor não-transacionável, por exemplo, nos preços dos serviços.
Ao longo dos próximos meses, o crescimento do crédito e a expansão da massa salarial real devem continuar impulsionando a atividade econômica. A isso ainda devem ser acrescidos os efeitos das transferências governamentais e de outros impulsos fiscais esperados para este e os próximos trimestres.
Reajustes
Ainda na ata da reunião de janeiro, o Copom manteve a projeção de reajuste de 0% para os preços da gasolina e dos gás de bujão para o acumulado de 2008. Por outro lado, o percentual de reajuste dos setores de eletricidade e telefonia fixa passaram de -6% e 0,8% em dezembro para 3,4% e 3,5%, respectivamente.