Renúncia do presidente da MMX e rebaixamento do rating da Oi agitam a noite desta 5ª

Mineradora de Eike Batista anuncia saída de presidente e diretor de RI e Moody's coloca perspectiva negativa para rating da Oi após rebaixar a empresa para Ba1

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SÃO PAULO – Após um pregão já muito agitado, a noite desta quinta-feira (29) começa bastante intensa com dois importantes comunicados. O primeiro envolve a mineradora MMX (MMXM3), que anunciou a saída de seu presidente e diretor de Relação com Investidores. Enquanto isso, a agência de risco Moody’s comunicou que rebaixou a nota da Oi (OIBR4) para ‘Ba1’, com perspectiva negativa.

Em comunicado, a MMX informou que Carlos Roberto de Castro Gonzalez renunciou aos cargos de Diretor Presidente e de Relações com Investidores e que o pedido foi aprovado pelo Conselho de Administração da companhia. Com isso, Ricardo Furquim Werneck Guimarães passa a exercer esses dois cargos, acumulando as atribuições do cargo de Diretor sem designação específica, responsável pelos Departamentos Financeiro e Comercial da empresa.

Além disso, a mineradora disse que seu conselho elegeu, hoje, Vladimir Senra Moreira para o cargo de Diretor sem designação especifica responsável pelo Departamento Jurídico da companhia. Para completar as mudanças, o comunicado diz que Renato Gonzaga passa a ocupar o cargo de Gerente de Relações com Investidores da MMX em substituição de Adriana Teixeira Marques, que ocupou a posição desde Junho 2012 até a presente data.

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Moody’s rebaixa a Oi
Em comunicado, a agência de rating Moody’s rebaixou a nota da companhia de telecomunicação para Ba1 em nível global – grau já considerado especulativo -, “com base na flexibilidade financeira reduzida e indicadores de crédito fracos da empresa, o que a Moody’s acredita que resultará em um enfraquecimento da posição concorrencial da Oi”, disse a nota.

A agência destaca que a companhia articulou planos para reduzir o gasto de capital e pode não participar integralmente do leilão do espectro 4G no Brasil. “Em adição, a Oi poderia enfrentar desafios operacionais, concorrenciais ou financeiros relativos ao ambiente competitivo em rápida evolução, o que inclui uma oportunidade para consolidação por meio de fusões e aquisições”, disse a Moody’s.

A nota ainda mostra que a agência acredita que a base de negócios da Oi no Brasil enfrenta pressão de margem, devido a uma mudança desfavorável na combinação de produtos em direção à TV paga e banda larga, além da pressão de preço inerente ao seu segmento de valor no mercado-alvo. Sobre os negócios em Portugal, a Moody’s diz que espera a continuidade do enfraquecimento da receita e pressão de margens, em face da concorrência e da mesma mudança desfavorável na combinação de produtos.

“A Oi detalhou seus planos operacionais para compensar sua pressão de margem por meio de iniciativas de controle de custos, o que a Moody’s estima que deverá resultar em uma melhora modesta nos indicadores de crédito. No entanto, a Moody’s estima que a alavancagem irá permanecer acima de 4,5 vezes e a empresa deverá continuar consumindo caixa até pelo menos 2016”, completa a agência.

Rodrigo Tolotti

Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.