Rentabilidade das empresas atinge 6,6% em junho, segundo indicador da Serasa

Destaque da expansão da rentabilidade foi para o setor de serviços, que atingiu 9,9% no primeiro semestre

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SÃO PAULO – A rentabilidade das empresas atingiu, em junho de 2007, o índice médio de 6,6%, segundo o Indicador de Rentabilidade Ajustada da Serasa, divulgado no início do mês. O destaque foi para o setor de serviços, que alcançou, no primeiro semestre, rentabilidade de 9,9%, graças à melhoria da atividade econômica, envolvendo a expansão da massa salarial, ampliação do crédito e a recomposição de estoques em importantes segmentos da indústria.

O indicador mede a relação entre o lucro ajustado – lucro líquido excluindo-se a equivalência patrimonial e os resultados extra-operacionais – e o faturamento líquido.

Setores

No primeiro semestre de 2007, o setor industrial, favorecido pelo aquecimento das demandas externa e interna, teve rentabilidade de cerca de 7,0%, mesmo patamar obtido em 2004. Em 2005, as indústrias protagonizaram retrocesso, caindo para 6,1%, e em 2006, para 5,5%, por conta da valorização do real, que reduziu o lucro com as exportações de bens industriais.

Os destaques do setor foram as indústrias de Papel e Celulose e do segmento Siderúrgico. O primeiro grupo foi beneficiado pela limitação da oferta no resto do mundo, enquanto a procura pela commodity aumentou, e pelo incremento nas vendas internas. O segundo sofreu influência positiva das cotações do setor, que aumentaram, e da preferência ao mercado interno, que ofereceu remuneração mais alta.

As empresas do comércio, por sua vez, também estão lucrando mais. Entre 2001 e 2003, a média da margem de lucro ficou em 1,2%, ao passo que, entre 2004 e o ano atual, esse índice foi de 2,1%. A Serasa avalia que os motivos da alta são o ganho de margem do segmento de produtos para o vestuário, com a valorização da moeda brasileira frente à americana, e a ampliação da margem das concessionárias de veículos na prestação de serviços e nas vendas de carros usados.

Serviços

Entre as empresas de serviços, as que mais faturaram foram as prestadoras de serviços de utilidade pública, como a telefonia fixa, cuja expansão foi motivada pela estratégia de muitas operadoras em ofertar serviços de valor agregado, com a estagnação da taxa de penetração e a diminuição do tráfego de ligações, devido à migração dos usuários para a telefonia móvel.

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As operadoras têm dado atenção especial aos pacotes de serviços sofisticados como o “triple play” – uma combinação de telefonia fixa, televisão a cabo e acesso à internet por banda larga a custo único, em parceria com empresas de TV a cabo – e o IPVT (pacotes que, além dos serviços “triple play”, englobam transmissão de sinal de TV vai banda larga.

Já a rentabilidade do segmento de energia deve-se à apreciação do real frente ao dólar, que ajudou a diminuir o custo financeiro das empresas endividadas em moeda estrangeira, ao aumento do consumo de energia elétrica e à melhor gestão das empresas do segmento. Ao mesmo tempo, o crescimento da massa salarial e do crédito propiciaram o aumento das compras de eletrodomésticos e eletroeletrônicos.