Renner vê 1º semestre com crescimento de vendas abaixo da média, mas segue guidance

Diretor financeiro Daniel Martins afirma que varejista deve fechar o ano com crescimento de receita entre 9% e 13%, apesar de expansão mais modesta na primeira metade do ano por base de comparação elevada

Reuters

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Foto:  Itaci Batista | Estadão Conteúdo
Foto: Itaci Batista | Estadão Conteúdo

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SÃO PAULO, 8 Mai (Reuters) – As vendas ⁠da Lojas Renner (LREN3) no primeiro semestre ainda devem ⁠ficar abaixo da média estimada para o ano, mas a ‌companhia espera melhora no segundo semestre e está confiante em alcançar o guidance para 2026, afirmou nesta sexta-feira o diretor financeiro da companhia, ‌Daniel Martins.

Ele destacou que o ambiente de consumo continua desafiador, mas que há também um efeito de base de comparação com a primeira metade de 2025, quando a receita líquida de varejo cresceu 12% no primeiro trimestre e 18,5% no segundo trimestre.

Em 2026, os primeiros três meses ⁠do ‌ano mostraram alta de 4,3% nessa linha do balanço, em desempenho ⁠afetado também pela transferência planejada de estoques antigos do centro de distribuição do Rio de Janeiro para o de SP, conforme o balanço da varejista divulgado na noite da véspera.

Para o ano, a Lojas Renner trabalha com uma previsão de expansão anual ​da receita líquida de varejo entre 9% e 13% para o período de 2026 a 2030.

‘O primeiro semestre, que inclui o segundo trimestre, ​ainda vai ter o crescimento menor do que a média, mas nós esperamos um segundo semestre com um crescimento maior’, afirmou o executivo em entrevista à Reuters.

‘Nós acreditamos e temos confiança, com tudo que estamos fazendo de moda e nos preparando, não só ‌para o segundo semestre, mas até mesmo para ​o segundo trimestre, que o ano ainda vai fechar com um crescimento entre 9% e 13%.’

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A Lojas Renner fechou o primeiro trimestre com margem bruta de varejo recorde ⁠para o período, de ​56,7%, e a ​perspectiva, segundo Martins, é fechar o ano também com expansão nessa linha do balanço.

‘Mas cada ⁠trimestre tem uma base diferente, então ​não dá para extrapolar o que aconteceu no primeiro trimestre e imaginar que esse nível de expansão de margem será o mesmo em todos os ​trimestres. Mas ela vai seguir saudável e mais do que saudável.’

No segundo trimestre do ano passado, a margem bruta ​de varejo da empresa ⁠ficou em 57,1%. ‘É uma base alta. Se você conseguir fazer uma manutenção, um ligeiro aumento ⁠sobre isso já é uma grande vitória, já seria um grande êxito.’

A Lojas Renner reportou na quinta-feira lucro líquido de R$257,3 milhões no primeiro trimestre, expansão de 16,4% em relação ao mesmo período no ano anterior e acima do esperado por analistas.

(Por Paula Arend Laier; edição de Pedro ​Fonseca)