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SÃO PAULO – Os rendimentos dos títulos públicos de dez anos da Itália e da Espanha recuam 0,09 e 0,06 ponto percentual, respectivamente, no mercado secundário. O movimento segue o resultado da segunda operação de refinanciamento de longo prazo do BCE (Banco Central Europeu), realizada nesta quarta-feira (29).
A instituição concedeu € 529,53 bilhões com vencimento em três anos aos bancos da Zona do Euro. A operação tem por objetivo oferecer empréstimos ilimitados às instituições financeiras e aquecer o fluxo creditício durante a crise da dívida soberana.
O montante fornecido pelo BC europeu supera as expectativas do mercado, que chegavam a até € 500 bilhões, e foi tomado por 800 bancos do Velho Continente.
Entenda: quanto maior, pior
Os títulos públicos são uma das maneiras que os governos possuem para se financiar, sendo que a variação diária dos rendimentos decorre das negociações no mercado secundário. O juro pago pelo governo e o valor do papel são definidos no momento da emissão dos títulos, mas este último sofre variação no mercado secundário.
Assim, quanto mais arriscado um investimento, maior será o prêmio demandado pelos investidores no mercado secundário. Portanto, o valor do título recua e, consequentemente, o rendimento no mercado secundário aumenta. Tal variação positiva é uma indicação de que caso o governo opte por emitir novos papéis o custo para se financiar deverá ser maior.
Confira o desempenho dos títulos públicos na Zona do Euro:
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| País | Rendimento | Variação | Spread vs. Bund* |
|---|---|---|---|
| Grécia | 34,71% | +0,35 p.p. | +32,89 |
| Portugal | 13,39% | +0,37 p.p. | +11,57 |
| Itália | 5,27% | -0,09 p.p. | +3,45 |
| Espanha | 4,98% | -0,06 p.p. | +3,16 |
| França | 2,89% | -0,05 p.p. | +1,07 |
| Alemanha | 1,82% | +0,02 p.p. | – |
* Diferença calculada em pontos percentuais. Fonte: Bloomberg