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SÃO PAULO – Os rendimentos de títulos públicos de dez anos da Espanha e da Itália recuam nesta sexta-feira (17) no mercado secundário, em meio a especulações de que as autoridades europeias estão fechando um acordo para liberar o segundo pacote de resgate à Grécia.
Há um otimismo de que a Grécia finalmente fez o suficiente para garantir o segundo pacote de resgate, após rumores darem conta de que o governo chegou a um acordo sobre os cortes de € 325 milhões adicionais exigidos pelos credores, e que os ministros das Finanças da Zona do Euro aprovem o acordo na próxima segunda-feira.
Essa confiança também vem das autoridades gregas, sinalizada pelos comentários do porta-voz do governo grego, Pantelis Kapsis, que declarou que pretende obter na segunda-feira a aprovação do Eurogrupo para o desbloqueio do plano de resgate e desendividamento do país.
Ao mesmo tempo, uma fonte do Ministério de Finanças da Alemanha afirmou à imprensa internacional que o auxílio financeiro à Grécia, no valor de € 130 bilhões, não será dividido e um empréstimo-ponte está descartado. “Não há plano para adiar a ajuda à Grécia para depois das eleições”, disse a fonte, referindo-se às eleições gerais da Grécia marcadas para abril.
Entenda: quanto maior, pior
Os títulos públicos são uma das maneiras que os governos possuem para se financiar, sendo que a variação diária dos rendimentos decorre das negociações no mercado secundário. O juro pago pelo governo e o valor do papel são definidos no momento da emissão dos títulos, mas este último sofre variação no mercado secundário.
Assim, quanto mais arriscado um investimento, maior será o prêmio demandado pelos investidores no mercado secundário. Portanto, o valor do título recua e, consequentemente, o rendimento no mercado secundário aumenta. Tal variação positiva é uma indicação de que caso o governo opte por emitir novos papéis o custo para se financiar deverá ser maior.
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Confira o desempenho dos títulos públicos na Zona do Euro:
| País | Rendimento | Variação | Spread vs. Bund* |
|---|---|---|---|
| Grécia | 33,98% | +0,60 p.p. | +32,08 |
| Portugal | 12,23% | +0,05 p.p. | +10,33 |
| Itália | 5,63% | -0,03 p.p. | +3,73 |
| Espanha | 5,29% | -0,04 p.p. | +3,39 |
| França | 2,96% | -0,03 p.p. | +1,06 |
| Alemanha | 1,90% | 0,00 p.p. | – |
* Diferença calculada em pontos percentuais. Fonte: Bloomberg