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SÃO PAULO – O rendimento dos títulos públicos de dez anos das principais economias da Zona do Euro sobem nesta segunda-feira (1) após o primeiro-ministro grego, George Papandreou, anunciar que conduzirá um voto de confiança no parlamento e posteriormente um referendo para que o povo do país aprove as decisões da União Europeia.
Ainda não há uma data certa para o referendo grego, porém a expectativa é que aconteça entre dezembro e janeiro, conforme agências internacionais. Pesquisa feita na véspera constata que 60% dos gregos consideravam o novo corte na dívida do país e o empréstimo de € 130 bilhões como negativo.
No entanto, o presidente da Comissão Europeia, o português José Manuel Durão Barroso e o presidente da União Europeia, Herman Van Rompuy, emitiram um comunicado conjunto nesta manhã, depois de terem falado ao telefone com o primeiro-ministro grego. As autoridades salientam que acreditam que Atenas cumprirá com seus compromissos.
“Tomamos nota da intenção das autoridades gregas em realizar um referendo. Estamos convencidos que o acordo [alcançado na semana passada] é o melhor para a Grécia”, afirmam os dois responsáveis em comunicado, conforme o Jornal de Negócios.
Entenda: quanto maior, pior
Os títulos públicos são uma das maneiras que os governos possuem para se financiar, sendo que a variação diária dos rendimentos decorre das negociações no mercado secundário. O juro pago pelo governo e o valor do papel são definidos no momento da emissão dos títulos, mas este último sofre variação no mercado secundário.
Assim, quanto mais arriscado um investimento, maior será o prêmio demandado pelos investidores no mercado secundário. Portanto, o valor do título recua e, consequentemente, o rendimento no mercado secundário aumenta. Tal variação positiva é uma indicação de que caso o governo opte por emitir novos papéis o custo para se financiar deverá ser maior.
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| País | Rendimento | Variação | Spread vs. Bund* |
|---|---|---|---|
| Grécia | 24,34% | +4,73% | +22,54 |
| Portugal | 11,80% | +0,11% | +10,0 |
| Itália | 6,31% | +1,07% | +4,51 |
| Espanha | 5,61% | +1,25% | +3,81 |
| França | 3,02% | -2,57% | +1,22 |
| Alemanha | 1,80% | -11,11% | – |
* Diferença calculada em pontos percentuais. Fonte: Bloomberg