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SÃO PAULO – O rendimento exigido pelos investidores para comprar dívida da Grécia tem alta moderada no mercado secundário nesta terça-feira (14), depois de um leilão de títulos de curto prazo.
O Tesouro grego vendeu € 4,062 bilhão em bônus com vencimento em três meses. O governo conseguiu ultrapassar seu objetivo máximo pretendido, de € 3,125 bilhões, mas precisou desembolsar mais para vender os papéis.
A remuneração média paga pela Grécia ficou em 4,43%, 15 pontos base acima da emissão anterior. Ao mesmo tempo, a relação entre oferta e demanda foi de 1,36 vez ante 2,12 vezes da oferta de 17 de julho.
Apesar dos juros mais altos, analistas consideram que o leilão trouxe certa melhoria no sentimento de risco em relação aos papéis da Grécia, uma vez que o montante vendido superou, com folga, a meta previamente traçada pelo governo do país. Isso faz com que as remunerações sobre os títulos de Espanha e Itália recue no mercado secundário.
| País | Rendimento | Variação | Spread vs. Bund* |
|---|---|---|---|
| Grécia | 24,50% | +0,65% | +23,08 |
| Portugal | 9,96% | +0,15% | +8,54 |
| Itália | 5,86% | -0,76% | +4,44 |
| Espanha | 6,80% | -0,57% | +5,38 |
| França | 2,08% | -0,53% | +0,66 |
| Alemanha | 1,42% | +1,21% | – |
* Diferença calculada em pontos percentuais. Fonte: Bloomberg
Entenda: quanto maior, pior
Os títulos públicos são uma das maneiras que os governos possuem para se financiar, enquanto a variação diária dos rendimentos decorre das negociações no mercado secundário. O juro pago pelo governo e o valor do papel são definidos no momento da emissão dos títulos, mas este último sofre variação no mercado secundário.
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Assim, quanto mais arriscado um investimento, maior será o prêmio demandado pelos investidores no mercado secundário. Portanto, o valor do título recua e, consequentemente, o rendimento no mercado secundário aumenta. Tal variação positiva é uma indicação de que caso o governo opte por emitir novos papéis o custo para se financiar deverá ser maior.