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SÃO PAULO – Os preços dos aluguéis tendem a ser um dos principais fatores de pressão inflacionária deste ano. Os valores subirão devido às variações positivas do IGP-M e à maior renda da população, que provoca um aumento na demanda por imóveis para locação.
De acordo com o coordenador de análises econômicas do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Salomão Quadros, o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) ficou em 1,09% em janeiro e, em fevereiro, fechou a 0,53%.
O coordenador ainda afirmou que, em janeiro, o índice sofre aumento acima da média devido a fatores sazonais. “Como os reajustes das mensalidades escolares e o excesso de chuva no verão, que aumenta o preço dos alimentos in natura”.
Renda
Um fator apontado para a alta do indexador de aluguéis foi o mercado aquecido. “As pessoas estão com mais renda, mais dispostas a gastar”, afirmou.
Com mais competição entre os inquilinos, o proprietário tende a deixar os preços altos. “Este é um momento mais favorável para o proprietário do que para o inquilino”.
Pressão inflacionária
A título de comparação, Quadros mostrou que o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) ficou em 1,22% nos últimos dois meses, abaixo da variação do aluguel (1,62% do IGP-M de janeiro e fevereiro), o que significa que os valores dos contratos de locação estão subindo acima de outros índices de inflação.
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“Por mais que o aluguel esteja perto do IPC, é possível que essa proximidade desapareça, ou seja, que o aluguel continue em alta e o IPC caia, e o aluguel se caracterize como um dos fatores de pressão inflacionária deste ano”.
O IGP-M subiu 7,74% no ano passado.