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Vem mais aumento da Selic por aí? DIs mostram alta de juros em outubro

Curva de juros já precifica que os juros não terminam o ano em 14,25%

SÃO PAULO - Esta quarta-feira (2) é dia de Copom (Comitê de Política Monetária) e o mercado quase que unanimamente espera uma manutenção da taxa de juros em 14,25% ao ano. No entanto, a observar pela curva dos DIs (Depósitos Interbancários), vem mais aumentos por aí. 

O DI de curto prazo para janeiro de 2016 mostra hoje uma leve queda de 2 pontos-base a 14,32%, mas o valor ainda assim está acima do atual patamar da nossa taxa básica de juros. Como o DI - que basicamente é a taxa que os bancos praticam para emprestar dinheiro uns para os outros no chamado overnight - segue de perto a taxa de juros, estando sempre um pouco abaixo dela, para estar neste nível em janeiro do ano que vem, uma alta de 25 pontos-base na Selic terá que sair até o fim de 2015. 

No longo prazo, o DI para janeiro de 2017 sobe 12 pontos-base a 14,60%, enquanto o DI para janeiro de 2021 tem alta de 14 pbs também a 14,60%. 

Os DIs sobem forte desde ontem com o aumento dos riscos de perda do grau de investimento pelo Brasil depois do governo entregar Orçamento de 2016 prevendo um déficit de R$ 30,5 bilhões. A notícia também aumentou os temores de saída do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que teve um discurso mais agressivo ontem de espera por alta do dólar e não respondeu sobre se continuaria no cargo.

Por outro lado, segundo o Valor Econômico, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, disse que a parte mais crítica da crise já passou. Ele e o líder do governo na Câmara tentam manter vetos de Dilma a algumas medidas; entre as que mais preocupam o governo estão o aumento do judiciário, a extensão da correção do mínimo a todos os aposentados e fator previdenciário; impacto chegaria a R$ 75 bilhões em 10 anos.

 

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